Guia da UNICEF: 10 maneiras para contribuir com uma infância sem racismo

A Fundação das Nações Unidas pela Infância, reativou a campanha “Por uma infância sem racismo” e com ela uma série de informações sobre como educar seus filhos, por uma sociedade antirracista. Veja quais são essas dicas, que são essenciais!

Resumo da Notícia

  • UNICEF cria guia para educar as crianças em pró do antirracismo
  • As dicas fazem parte da campanha "Por uma infância sem racismo"
  • 10 maneiras de auxiliar seu filho á combater pela discriminação racial
A UNICEF criou um guia com 10 maneiras de contribuir com uma infância sem racismo (Foto: Getty Images)

Diante de tantos casos envolvendo mortes de crianças e jovens pretos, o movimento que trabalha em combate ao racismo, está cada vez mais trazendo informações essenciais sobre a desigualdade racial. Em meio tantos dados e questões que valem nosso esforço, para contribuir por uma sociedade menos preconceituosa, vem o questionamento de muitos pais, sobre de que maneira podemos ensinar as crianças.

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Pensando nisso, a Fundação das Nações Unidas pela Infância (UNICEF), reativou a campanha “Por uma infância sem racismo”, na qual traz de maneira simples e prática, dicas de como educar as crianças com o foco no fim da discriminação racial. Em uma publicação nas redes sociais, eles preparam 10 dicas para você contribuir com uma infância sem racismo.

UNICEF faz guia para auxiliar na educação em conjunto com o antirracismo (Foto: Reprodução/ Instagram @unicefbrasil)

Veja abaixo as dicas: 

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  1. Eduque as crianças para o respeito à diferença. Ela está nos tipos de brinquedos, nas línguas faladas, nos vários costumes entre os amigos e pessoas de diferentes culturas, raças e etnias.
  2. Textos, histórias, olhares, piadas e expressões podem ser estigmatizantes com outras crianças, culturas e tradições. Indigne-se e esteja alerta se isso acontecer!
  3. Não classifique o outro pela cor da pele; o essencial você ainda não viu. Lembre-se: racismo é crime.
  4. Se seu filho ou filha foi discriminado, abrace-o, apoie-o. Mostre-lhe que a diferença entre as pessoas é legal e que cada um pode usufruir de seus direitos igualmente.
  5. Denuncie! Em todos os casos de discriminação, busque defesa no conselho tutelar, nas ouvidorias dos serviços públicos, na OAB e nas delegacias de proteção à infância e adolescência. A discriminação é uma violação de direitos.
  6. Proporcione e estimule a convivência de crianças de diferentes raças e etnias nas brincadeiras, nas salas de aula, em casa ou em qualquer outro lugar
  7. Valorize e incentive o comportamento respeitoso e sem preconceito em relação à diversidade étnica e racial.
  8. Muitas empresas estão revendo sua política de seleção e pessoal com base na multiculturalidade e na igualdade racial. Procure saber se o local onde trabalha participa também dessa agenda. Se não, fale disso com seus colegas e supervisores.
  9. Órgãos públicos de saúde e de assistência social estão trabalhando com rotinas de atendimento sem discriminação para famílias indígenas e negras. Você pode cobrar essa postura dos serviços de saúde e sociais da sua cidade.
  10. Valorize as iniciativas nesse sentido. As escolas são grandes espaços de aprendizagem. Em muitas, as crianças e os adolescentes estão aprendendo sobre a história e a cultura dos povos indígenas e da população negra; e como enfrentar o racismo. Ajude a escola de seus filhos a também adotar essa postura.