Home office: como as famílias estão conciliando o trabalho com a rotina dos filhos em casa

Não está sendo fácil para ninguém! Veja algumas histórias sobre como os pais estão se organizando nesse período em quarentena, por conta da pandemia do coronavírus

Resumo da Notícia

  • Conversamos com algumas famílias para entender como estão levando o home office nesse momento
  • Mesmo com todas as dificuldades, é preciso manter o isolamento para garantir a segurança de todos
Veja o relato de alguns pais conciliando trabalho e cuidado com os filhos (Foto: reprodução)

Com a pandemia do coronavírus, o home office se tornou uma alternativa para que os pais possam continuar trabalhando enquanto estão com os filhos em casa. Mas unir essas duas atividades na rotina não é uma tarefa fácil e dá trabalho!

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Para garantir que funcione da melhor forma possível, o segredo é a organização. Com certeza, algumas coisas sairão do script, mas quanto melhor planejado for o seu dia, incluindo tanto as obrigações do emprego quanto o momento com as crianças, melhores serão os resultados.

Reunimos depoimentos de oito famílias, com pais e mães que trabalham em diferentes áreas e cargos, que estão conciliando o trabalho com os filhos em casa durante a quarentena:

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Camila Securato, diretora Comercial e de Marketing do LIT, plataforma digital da Saint Paul Escola de Negócios, mãe de Isabela, Ana e Julia. Há cinco semanas em home office:

“Tento manter ao máximo minha rotina dentro de casa. Acordamos todos os dias umas 7h para tomar café, se trocar (ninguém de pijama) e às 8h estarmos prontos para o dia. Para equilibrar a saúde física e mental, fazemos uma pausa para um almoço em família de uma hora e aproveitamos para brincar um pouco no jardim de casa. Depois, cada um vai para sua ‘atividade’ à distância – o ensino remoto está dando super certo: a escola das meninas, meu doutorado, aulas de canto, ginástica e culinária. Com relação ao trabalho, desconecto umas 18/19h para ficar com filhas e marido como sempre faço, mesmo trabalhando fora. Para ajudar na saúde mental vale ainda os happy hours virtuais com os colegas e familiares”. 

Camila (Foto: reprodução/Arquivo Pessoal)

Fernanda Caloi, gerente de Programas do Google for Startups no Brasil, mãe de Martin e das gêmeas Carolina e Isabela. Está em quarentena desde o dia 12 de março:

Apesar de ter muita sorte em dividir as tarefas da casa com mais três adultos (meus pais e meu marido), nós temos três crianças, sendo duas gêmeas ainda muito pequenas, o que torna o volume de trabalho bem grande. As menores estão em fase de explorar tudo, e eu me sinto muito sortuda por estar em casa e ouvi-las falarem algumas palavras pela primeira vez, por exemplo. São coisas que provavelmente eu iria perder se estivesse trabalhando fora de casa todos os dias. O que mudou na minha rotina é que eu reservo, todos os dias, um tempo pela manhã para ficar com os filhos. Se eu tiver um dia pouco produtivo no trabalho, normalmente volto a olhar alguns e-mails ou adiantar alguma tarefa depois que todas as crianças dormiram”

 

Gustavo Victoria, Co-Founder & COO da RecargaPay, pai de Josefina e Luciano. Há sete semanas em quarentena:

“Tem sido bem difícil, pois minha filha tem muita energia. Até um mês atrás a mãe estava grávida e agora dando atenção para o recém nascido. Minha sogra está em casa e tem ajudado bastante com a rotina, mas ainda assim é uma época de multitarefas, em que tenho que equilibrar o trabalho, a paternidade e as questões domésticas. Há também o lado positivo, que é passar mais tempo com os filhos e vivenciar as mudanças diárias que eles passam nessa fase. Em linhas gerais, tem sido duro, mas gratificante, pois tenho me sentido produtivo e um pai mais presente”.

Josefina brincando enquanto o pai trabalha (Foto: reprodução/Arquivo Pessoal)

Daniela Ribeiro, CEO e fundadora da Co.Urban, mãe de Bento. Fazendo o trabalho de casa desde 10 de março:

Nas duas primeiras semanas, ficamos os três em casa em tempo integral, conciliando o home office com os cuidados com nosso filho. Foram dias cansativos inicialmente, mas que logo se ajeitaram em uma nova rotina. Com o passar das semanas, senti a necessidade de contar com a ajuda da minha mãe, ao menos meio período, para conseguir conciliar as reuniões mais importantes. Preciso compartilhar que ser mãe é incrível e ter a sua própria mãe por perto é muito precioso! Estabeleci uma nova rotina de trabalho, adaptada a do Bento. É necessário definir prioridades e entender que alguns dias não serão tão bons. Neles, respiro fundo, logo passa e tudo volta a fluir”.

 

Fernando Velicka, VP de Pagamento Digitais da RecargaPay, pai de Luiz Felipe e João Lucas. Completa sete semanas em casa:

“Não estamos apenas em home office, mas é um ‘family home office’. Tenho que conciliar reuniões, estratégias para apoiar os clientes e parceiros da empresa durante a pandemia e as atividades de casa. Nos intervalos das videoconferências, aproveito para conferir as atividades da escola dos meus filhos. Estamos tentando manter uma disciplina com os horários, com as refeições e com as atividades da casa e o reabastecimento dos alimentos. Mesmo em meio a tudo que estamos vivendo, tem sido um momento mágico com meus filhos, pois aprendo muito com eles e estamos bem próximos. Eles, inclusive, passaram a me ajudar com algumas atividades mais simples de casa”.

As aulas online tem ajudado também (Foto: reprodução/Arquivo Pessoal)

Marcelo Febeni, diretor de Engenharia de TI da RecargaPay, pai de Isadora. Há sete semanas fazendo home office:

“Já tinha a possibilidade de trabalhar de casa, quando necessário, mas minha filha costumava ir para a escola. Agora, que está em casa o tempo todo, a dinâmica é outra. Eu e minha esposa nos revezamos nos cuidados com ela, mas tem hora que ela quer ficar perto, então ela ‘trabalha’ junto, seja sentada na mesa do lado ou até mesmo participando das videoconferências, o que acaba sendo bem engraçado. Aprendi a conciliar as atividades profissionais com a rotina da minha filha, que já exigia muita disciplina e dedicação. Ela tem energia de sobra, então além dos cuidados com mamadeira, comida e higiene, temos que ter também muita criatividade para mante-la ocupada. A tecnologia ajuda em alguns momentos, por conta dos filmes, desenhos e até atividades que a escola manda, mas não resolve, pois precisamos fazer parte de tudo. Aprendi até a desenhar os personagens da Disney”

O jeito é dividir tarefas para Marcelo Febeni (Foto: Arquivo Pessoal)

Carolina Mendonça, advogada Sênior da RecargaPay, mãe de Bruno. Há sete semanas de quarentena:

“Esse período tem sido desafiador, pois meu filho está sem aulas, então estou tendo que equilibrar o trabalho, os cuidados dele e os afazeres domésticos. Ainda assim, tem tido um lado muito positivo, pois estou conseguindo participar mais do dia a dia dele. Mesmo com o cenário caótico do mundo, a RecargaPay tem sido muito parceira e compreensiva – eles flexibilizaram os horários, as entregas e a liderança está muita cuidadosa com todos”.

 

Debora Kakihara, jornalista, mãe de Ana Luiza e das gêmeas Beatriz e Rafaela. Desde 15 de março em quarentena:

“Eu e meu marido estamos de home office, sem babá, sem faxineira e sem a ajuda dos avós. Por mais que tenham medidas para um certo controle, é novidade para todo mundo, então estamos aprendendo ao vivo, as coisas saem do controle e precisamos lidar com essa situação. Agora, eu trabalho na nossa sala de TV, que apelidamos de Sala de Guerra, por conta da bagunça. Não dá para fazer tudo, tem que priorizar o que é importante e estabelecer metas da semana. A gente se reiventou, acertamos e erramos todos os dias, passamos momentos de estresse e muitos de alegrias”. 

Debora compartilhou essa foto dos filhos na Sala de Guerra (Foto: Arquivo Pessoal)

Heloísa Sirotá General Manager da TransferWise no Brasil, mãe de Rebeca:

“Estou me organizando para manter um tempo de qualidade com a minha filha. Grande parte do time com quem trabalho diariamente fica na Europa, que está 4h ou até 6h para a frente do horário do Brasil. Por isso, consigo concentrar a maioria das reuniões na parte da manhã e deixo algumas tarefas que precisam de maior dedicação para o período da noite, quando ela já está dormindo. Nós, pais, também temos um canal interno no Slack (ferramenta de comunicação interna) e nesse período estamos usando o espaço como rede de apoio, para compartilhar dicas de como entreter os pequenos ou mesmo desabafar sobre os desafios de se dividir entre eles e o trabalho”

 

Cássia Pinheiro, head de risco e compliance da Adyen para a América Latina, mãe de Artur e Gabriel. Está desde 02 de março em quarentena:

“Os primeiros dias de home office foram difíceis. Sempre trabalhei fora, nunca fui adepta ao home office, então na cabeça das crianças quando eu estava em casa era dia de bagunça!  Foram muitas reuniões interrompidas por um perguntando aonde estava a chupeta, outro perguntando qual a lição que precisava fazer (sim, homeschooling não é nada fácil!), e concentrar parecia algo que jamais conseguiria! Aos poucos, o que parecia impossível aconteceu. Com muito diálogo – e claro, um escritório improvisado as coisas foram se ajustando. Hoje, consigo ver o lado positivo de tudo isso: podendo desempenhar meu trabalho com a mesma eficiência de antes, e ainda almoçar com a família todos os dias, colocar o caçula na cama pro cochilo da tarde, fazer uma pausa no trabalho pra brincar de bonecos ou massinha”. 

 Todos reforçam a importância da empresa flexibilizar os horários e estar aberta ao diálogo. Como reforçamos na Pais&Filhos, mesmo separados fisicamente, é preciso que estejamos mais juntos do que nunca para superar essa fase.

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