Homem que matou esposa grávida de 5 meses diz que tiro foi acidental

Um amigo do agente da Guarda Municipal Luiz Eduardo comentou que ele estava limpando a arma quando tudo aconteceu. A Corregedoria da Guarda Municipal de Vitória está investigando o caso

Resumo da Notícia

  • Uma mulher grávida de cinco meses não resistiu após ser atingida por um tiro
  • O disparo foi feito pelo marido dela, que alega ter sido acidental
  • O caso que aconteceu em Vitória, no Espírito Santo, está sendo investigado pelas autoridades

Na última quinta-feira, 2 de dezembro, Carolina Ferraz Scalfoni não resistiu após ser atingida por um tiro na barriga no apartamento em que morava. O disparo foi feito pelo marido da mulher, Luiz Eduardo, um agente da Guarda Municipal, que estava grávida de cinco meses.

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Um amigo do Guarda Municipal comentou que o disparo foi realizado acidentalmente (Foto: iStock)

O caso que aconteceu na Praia de Itaparica, em Vila Velha, no Espírito Santo. De acordo com um amigo do agente informou à Polícia Militar, o tiro foi acidental: “O que foi passado para mim é que ele estava no quarto fazendo a limpeza da arma e aí ela passou para informar que ia para a academia e a arma teve um disparo acidental, que pegou no tórax dela, no peito”, comentou ao G1.

O disparo também feriu Luiz Roberto Ramalheite, um guarda, na mão. Ambos foram socorridos e Carolina foi levada ao Hospital Antônio Bezerra de Faria. No centro cirúrgico, ela foi reanimada após uma parada cardíaca, mas não foi o suficiente.

Carolina Ferraz Scalfoni não resistiu ao ser atingida pela bala
Carolina Ferraz Scalfoni não resistiu ao ser atingida pela bala (Foto: reprodução/TV Gazeta)

Já o guarda foi atendido por médicos e depois encaminhado para a Divisão de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) para dar o depoimento. Mais investigações serão realizadas pela Corregedoria da Guarda Municipal de Vitória.

O casal, que estava junto há 10 anos, esperava o primeiro filho. De acordo com o que a Polícia Civil declarou ao G1, Luiz Eduardo vai responder por homicídio culposo, aquele em que não há intenção em matar.