Homem se passa por médico para tratar pacientes com coronavírus e justiça toma uma decisão

Suspeito usava nome e documentos de um médico oftalmologista que atualmente está morando na Colômbia. A polícia constatou que o verdadeiro médico registrou boletim de ocorrência notificando o desaparecimento de seus documentos

Resumo da Notícia

  • O caso ocorreu no Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, no litoral de São Paulo
  • O homem que se passava por médico e atendia pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus
  • O suspeito, não teve o nome verdadeiro revelado pela Polícia Federal
  • Ele foi preso e encaminhado à delegacia, onde foi indiciado e responderá pelos crimes de exercício ilegal da função de Medicina e falsidade ideológica
Homem usava nome de médico verdadeiro para atuar em Praia Grande/SP (iStock)

Na manhã desta segunda-feira, 1 de junho, a polícia divulgou informações sobre um homem que se passava por médico e atendia pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus, o caso ocorreu no Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, no litoral de São Paulo.

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Segundo apurado pelo G1, o suspeito, que não teve o nome verdadeiro revelado pela Polícia Federal, foi preso, na noite deste domingo, 31 de maio, durante o turno no hospital. Ele trabalhava na unidade há pelo menos um ano e, recentemente, estava prestando atendimento às pessoas internadas na unidade com Covid-19.

O suspeito foi preso e encaminhado à delegacia, onde foi indiciado e responderá pelos crimes de exercício ilegal da função de Medicina e falsidade ideológica. Com ele, foram encontrados diversos documentos no nome do verdadeiro médico, além de uma carteira de motorista do Paraguai, onde ele alegou ter também cursado Medicina. Em pesquisa, a polícia constatou que o verdadeiro médico registrou boletim de ocorrência notificando o desaparecimento de seus documentos.

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A Prefeitura de Praia Grande informou em nota, por meio da Secretaria de Saúde Pública (Sesap), que está à disposição da equipe de investigação e que acompanha e apura todo o processo junto à gestora do Hospital Irmã Dulce, a SPDM, que é a responsável pela direção da unidade e contratação dos profissionais que lá atuam. Já a direção do Hospital Municipal Irmã Dulce esclareceu que o homem em questão não era funcionário da unidade, e sim de uma empresa médica que presta serviços ao hospital. Tal empresa já foi acionada pelo Irmã Dulce, de acordo com a assessoria, em busca de esclarecimentos para a tomada das devidas providências.

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