Hormônios da felicidade: saiba como estimular a endorfina, dopamina, serotonina e ocitocina

Representada de várias formas e jeitos, pelas mais diversas razões que existem, uma coisa é certa: todos buscam, de alguma forma, a tal da felicidade

Resumo da Notícia

  • Os hormônios da felicidade são mensageiros químicos enviados pelos neurônios ou células nervosas capazes de gerar sensações como alegria, recompensa e bem-estar
  • Todos eles são produzidos pelo próprio corpo e liberados em situações específicas
  • Estimulá-los significa até melhorar as relações familiares

O corpo funciona sozinho, assim como na gravidez que ele se transforma para abrigar um bebê, e depois volta ao normal, ele também exerce muitas outras funções – ele até influencia a sua felicidade. É assim mesmo, você nem nota o que acontece e os hormônios estão ali, regulando tudo.

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Existem várias formas de estimular os neurotransmissores da felicidade
Existem várias formas de estimular os neurotransmissores da felicidade (Foto: Getty Images)

Os responsáveis por isso são os neurotransmissores da felicidade, mensageiros químicos enviados pelos neurônios ou células nervosas capazes de gerar sensações como alegria, recompensa e bem-estar. Todos eles são produzidos pelo próprio corpo e liberados em situações específicas. Endorfina, dopamina, serotonina e ocitocina são os chamados hormônios da felicidade. Sendo o último também conhecido como hormônio do amor. Mas a pergunta que não quer calar é: se fazem tão bem, como estimular os hormônios da felicidade?

Quais são os hormônios da felicidade?

A Serotonina atua no bem-estar. É o hormônio que trabalha regulando o apetite, a temperatura corporal e o ritmo cardíaco. Já a Dopamina, se for cultivada, estimula a boa memória, atenção plena, humor controlado, sono tranquilo e aprendizagem. A ocitocina é conhecida como o “hormônio do amor” e é responsável pela construção de laços, conexão e confiança. Praticando atividades físicas, é possível liberar a endorfina – que provoca aquela sensação de bem-estar.

Como estimular os hormônios da felicidade?

Existem várias formas de estimular os neurotransmissores da felicidade. Alguns alimentos que contém triptofano como salmão, avós, ovos, leite e queijo, ajudam a liberar a serotonina no cérebro. Assim como atividades físicas ajudam a liberação de dopamina, a exposição à luz solar também ajuda.

Endorfina, dopamina, serotonina e ocitocina são os chamados hormônios da felicidade
Endorfina, dopamina, serotonina e ocitocina são os chamados hormônios da felicidade (Foto: Getty Images)

“Eu sempre falo, não é uma coisa única. É um conjunto de ações que fazem com que a gente tenha a sensação de felicidade. Por exemplo, o voluntariado. O ato de se doar, ele já foi estudado e mostrou que as pessoas que faziam caridade se sentiam mais felizes, por conta da liberação de dopamina e ocitocina. Assim como alimentar os laços familiares. Ficar perto de pessoas queridas, abraçar e sentir a pele, também está associada com a liberação de ocitocina”, explica Andressa Heimbecher, mãe de Beatriz, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo – SBEM-SP.

Estar com o corpo e a mente focados naquilo que está fazendo, aproveitar os pequenos momentos sem distrações, é importante para ajudar o organismo a perceber esses pequenos prazeres corriqueiros. De acordo com Tatiana Vilasboas, neurocirurgiã do Hospital San Gennaro, descansar e prestar atenção às suas necessidades é crucial para a remoção de cortisol, hormônio ligado ao estresse, e o aumento da serotonina.

“Encontre tempo para cuidar de si mesmo e de seu corpo. Você pode fazer isso ouvindo música, lendo algo, recebendo uma massagem ou outra atividade de redução de estresse que você goste. A percepção de relaxamento é um sentimento individual. O que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. Esses hábitos frequentes podem ser passados de pais para filhos”, explica Tatiana. Além disso, os pais também são gente! Façam sexo! Afinal, esse momento cria ainda mais conexão e afeto.

Em família

Com práticas saudáveis, é possível estimular a produção desses hormônios e melhorar a relação em família. Andressa explica que a construção desses laços é essencial para o bom crescimento e para o apego seguro da criança. “O que a gente deseja aos nossos filhos, é que eles cresçam em um ambiente de segurança, tanto física quanto emocional. Então, ter processos e atividades que estimulem a liberação de hormônios da felicidade em crianças é fundamental para o desenvolvimento dele”, avalia.

Com práticas saudáveis, é possível estimular a produção desses hormônios
Com práticas saudáveis, é possível estimular a produção desses hormônios (Foto: Getty Images)

Ou seja, passar um tempo junto com os filhos é fundamental quando se fala em criar hábitos de convivência e estimular a ocitocina, principal hormônio que rege as relações familiares.

Falta de hormônios no organismo

São alguns detalhes que proporcionam a felicidade. E observar as alegrias nas pequenas coisas é vital para alimentar a produção desses hormônios, que controlam muitas funções no organismo. Justamente por isso, existem alguns sinais de que eles estão em falta no corpo. E é preciso estar atento, porque eles não podem ser produzidos artificialmente. Entre os principais sintomas estão:

  • Depressão;
  • Oscilações de humor;
  • Sono irregular;
  • Anedonia;
  • Desatenção e esquecimentos;
  • Isolamento social;
  • Sedentarismo.

Bora ser feliz!

Representada de várias formas e jeitos, pelas mais diversas razões que existem, uma coisa é certa: todos buscam, de alguma forma, a tal da felicidade. Cada pessoa tem sua concepção do que é a felicidade e como atingi-la durante a vida. Para isso, a filosofia, a psicologia, a nutrição e outras ciências nos ajudam a aproveitar o melhor dessa alegria toda. E o mais importante é saborear, junto com a família, a felicidade enquanto ela está acontecendo, e não deixá-la passar pela janela.

Para saber mais sobre os hormônios da felicidade, leia também a reportagem do projeto Lábios Livres, que busca ajudar pessoas a descobrirem sua sexualidade e viverem vidas mais felizes e sensuais.