Hospital do Idoso se reúne para acolher bebê de três meses com mãe internada

Amanda teve que ir ao hospital para passar por uma cirurgia de emergência por pedra na vesícula, sendo assim, a filha ficou com o pai. No entanto, a bebê teve dificuldades de se alimentar e o familiar foi ao hospital em que a esposa estava, a fim de buscar ajuda

Resumo da Notícia

  • O Hospital do Idoso se reuniu para acolher bebê de três meses com mãe internada
  • A Amanda teve que ir ao hospital para passar por uma cirurgia de emergência por pedra na vesícula. Sendo assim, a bebê ficou com o pai, o Anderson.
  • Porém, a criança estava com dificuldades de se alimentar. O pai teve que ir ao hospital em que estava a esposa a fim de buscar ajuda

Uma recém-nascida virou “paciente” do Hospital do Idoso porque a mãe, a Amanda Barbosa Seller, teve que ser internada para passar por uma cirurgia de emergência por pedra na vesícula. Para atender as necessidades maternas da mulher, o hospital improvisou um berço na enfermaria, para que a bebê conseguisse mamar no peito da matriarca. Segundo o portal jornalístico Bem Paraná, a Amanda e a Maria Clara deixaram o Hospital Municipal do Idoso neste sábado, 28 de maio.

-Publicidade-

Durante a tarde da última quinta-feira, 26 de maio, a Amanda já estava internada por retirar uma vesícula quando o marido, o Anderson Seller, voltou ao hospital com a bebê ao choro. “Ele estava muito nervoso porque não conseguia alimentar a filha. Isso mexeu com todos”, disse a coordenadora da equipe multiprofissional, Regiane Borsato.

“Nunca tínhamos passado por isso. A mãe tem o direito de amamentar, mas precisávamos saber sobre como isso se daria no pós-operatório e como seria a preparação do leito para receber um bebê, pois somos uma unidade hospitalar para adultos”, afirmou Regiane.

Como fica a amamentação depois do início da introdução alimentar?
Pai busca ajuda após não conseguir alimentar a filha (Foto: iStock)

Observando a situação, o hospital preparou uma enfermaria dedicada à mãe e à bebê. O quarto em questão foi adaptado com duas camas ajustadas, a fim de facilitar o acesso da mãe à filha na hora da amamentação. Também levando em conta as limitações do pós-operatório. Até o fim da cirurgia e Amanda voltasse da anestesia, os profissionais se revezaram para alimentar a criança com a mamadeira. ““Num determinado momento eu entreguei a Maria Clara no colo delas (profissionais do hospital) para que me ajudassem, porque eu estava esgotado”, disse Anderson.

“Fiquei desesperado com o choro, ela não pegava a mamadeira e eu não sabia por quanto tempo ela podia ficar sem mamar”, complementou o pai. Mas, durante a última sexta-feira, 27 de maio, a enfermaria de Amanda e Maria esteve bem agitada. “Foi encantador ver a mobilização e empenho da equipe para que a bebê pudesse estar com a mãe o mais breve possível”, falou o diretor técnico da unidade, o Clóvis Cechinel.

“Vocês agora são também nossa família”, contou o pai emocionado. “Só tenho que agradecer todo o carinho da equipe conosco e o apoio que deram ao meu marido. Não tenho palavra”, finalizou Amanda.