Idoso escreve mais de 100 livros após se curar do câncer: “Enquanto eu tiver vida, não vou parar”

Jesus Alves Lourenço, morador de Goiânia, mostrou que suas obras literárias vão de culinária a livros de autoajuda

Resumo da Notícia

  • Idoso de 73 anos virou escritor após se curar do câncer;
  • O aposentado conta que sempre teve curiosidade em diversos assuntos;
  • As obras literárias de Jesus Alves nunca foram publicadas.

Jesus Alves Lourenço, de Goiânia, compartilhou ao G1 mais de 100 obras literárias que escreveu, aos 73 anos. O primeiro livro foi escrito quando tinha 50 anos, após se recuperar de um câncer de próstata e, depois disso, não parou mais de escrever. Os assuntos variam de gastronomia à livros de autoajuda.

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“Enquanto eu tiver vida, não vou parar de escrever. Tem muito assunto ainda. O que eu acho interessante, eu faço. Me sinto orgulhoso, minha família mais próxima também gosta do que eu faço, gosta de ver e fica muito empolgada”, ressalta. Os 114 livros já escritos nunca foram publicados.

Jesus guarda todos os manuscritos no computador, local onde escreve suas obras
Jesus guarda todos os manuscritos no computador, local onde escreve suas obras (Foto: Reprodução/G1)

Após receber o diagnóstico do câncer, ele explicou que precisou ficar afastado do trabalho por dois anos e, durante o tratamento, teve a ideia de começar a escrever. “Eu só lia e nunca havia escrito, e sempre me interessei por assuntos de curiosidades e assim decidi fazer”, conta. Após pesquisar sobre os assuntos na internet, ele escreve suas obras.

Mais de 100 obras literárias

“Já fiz um livro da árvore genealógica da minha família materna em 2012. O maior livro tem 832 páginas: ‘O grande livro das emoções, sentimentos e estados do ser humano’. O menor livro tem 275 páginas: ‘Maravilhas do nosso corpo’”, conta.

Em 1998, escreveu seu primeiro livro ‘Memórias de sertanejo’, após ouvir uma coleção de 60 CD’s do gênero que iniciou na década de 1930.  “Eu queria registrar as músicas por escrito, eram de sertanejo raiz, como eu gostei demais, resolvi escrever”, diz.

“Nunca tive vontade de vender ou publicar, se alguém quiser uma cópia eu faço de graça, sempre faço quando pedem. Tenho tudo salvo e registrado em uma planilha no computador. Meu sonho é reunir minha família inteira em uma festa e expor todos os meus livros para eles”, ressalta ele.