Idosos que moram em asilo recebem visitas por meio de robôs durante a pandemia

A ação veio de um grupo que, a princípio, gostaria de doar cestas básicas para o lar. Eles decidiram, então, ir além, e doar também o tempo, amor, e afetividade

Resumo da Notícia

  • Pessoas visitam idosos em asilo com ajuda de robôs
  • A iniciativa visou doar não só alimento, mas como afetividade
  • Todos amaram o projeto
  • Eles pretendem dar continuidade à ação

Quem disse que não dá para visitar os idosos que moram no asilo durante a quarentena? Pensando no bem-estar e na saúde de todos, principalmente dos idosos, que estão no grupo de risco do coronavírus, a empresa Casa Bueno e a influenciadora digital Lorena Dayse encontraram uma forma super tecnológica para visitar os idosos que moram no Lar Divino Amigo, em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo.

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Eles amaram as visitas (Foto: reprodução Grandes Empresas Pequenos Negócios / Pinterest)

Tudo começou quando a Lorena fez uma parceria com a Casa Bueno uma loja de produtos orientais e importados no bairro da Liberdade, para arrecadar cestas básicas para as idosas que moram na instituição. Por mais bonito e inspirador que fosse o projeto, eles precisavam resolver um problema: como entregariam essas cestas sem correr o risco de contaminar aqueles que moram no abrigo. Afinal, a empresa queria, além dos itens físicos, proporcionar um momento de amor, carinho e afetividade com os idosos.

Depois de muita pesquisa, Felipe Frison, diretor executivo da casa, encontrou a empresa Cwbot, certificada para a importação das tecnologias beam e beam pro, que proporcionam uma “telepresença”.  “Chegamos nessa empresa e a história tocou o CEO. Fizemos uma parceria para viabilizar a ação”, relembrou Frisoni em entrevista à revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

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Asilo recebe visita por meio de robôs (Foto: reprodução Grandes Empresas Pequenos Negócios / Pinterest)

Foi então que, por meio dos robôs, Lorena pôde entrar, caminhar e conversar com os moradores da casa. “Consegui interagir com os idosos com muita conversa e senti que eles estavam felizes e curiosos com a visita inusitada depois de mais de 100 dias em isolamento social. No começo até temi uma resistência, mas não demorou muito para até trocar receitas com alguns deles”, contou.

Animados com os resultados positivos dessa corrente de solidariedade, todos os que participaram do projeto já estão pensando em outras possibilidades para continuar com ações como essa, que levam alimentação, produtos essenciais e, principalmente, amor durante esse período de isolamento social.

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