Família

Importante: estudos mostram os riscos do raio-X no desenvolvimento do bebê

Pesquisas feitas com ratos no Câmpus Botucatu indica riscos na gestação, mesmo que a exposição seja em doses baixas

Samirah Fakhouri

Samirah Fakhouri ,filha de Rose e Fauzi

Raio-X dos camundongos testados (foto: reprodução/pesquisa)

Foi realizado no Campus Botucatu da Unesp uma pesquisa sobre radiação e os efeitos da mesma no corpo de mulheres gestantes. Os testes foram realizados um a um em camundongos em período de gestação dos ratinhos. Esse trabalho buscou investigar se a exposição intrauterina para um baixo valor de dose de radiação, pode induzir efeitos negativos.

Vamos do começo! No fim de 1895, o físico alemão Wilhelm Roentgen descobriu os raios-X e para comprovar o poder que os feixes tinham de atravessar materiais, realizou a primeira imagem radiológica da mão de sua esposa Anna Bertha Roentgen. Essa imagem acabou sem querer demonstrando o maior uso potencial dos raios-X: o diagnóstico médico por imagem.

A animação com a descoberta fez com que todos tentassem tratar quase todos os tipos de doença da época com doses de radiação: crianças ganhavam brinquedos que continham material radioativo e a população não tinha nenhum tipo de controle para o uso dos raios-X. Depois de algum tempo, todos que, infelizmente, foram expostos a radiações foram prejudicados fisicamente e psicologicamente e mais tarde usados como objeto de estudo.

Órgãos da química e da saúde se juntam para apresentar guias e normas que estabelecem o uso das radiações, de forma segura. O limite por dose era considerado seguro quando em valores menores.

O que acontece com os raios na gestação?

Não é bom o uso de raios-X para diagnóstico durante a gestação. É recomendado para as mulheres que necessitam de exames assim que utilizem métodos alternativos que não façam uso das radiações ionizantes, como por exemplo a ultrassonografia e a ressonância nuclear magnética.

A lei da radiobiologia diz que quando os raios entram em contato com a mãe e as suas células reprodutora ocorre certa mutação. Portanto, a gravidez é uma fase de alto risco para exposição aos raios-X. Níveis de exposição considerados seguros no radiodiagnóstico são definidos para trabalhadores, chamados de indivíduos ocupacionalmente expostos, e público em geral; diferindo os valores.

A médica Alice Stewart estudou, em 1958, o aumento de morte devido ao câncer infantil em jovens de classe alta. Esse aumento foi investigado e o fator comum nessas crianças era a exposição durante o desenvolvimento causada por exames radiológicos de abdômen das mães.

Conclusão

Nas diversas fases do estudo da universidade, concluiu-se que os raios mudam o efeito das células e por vezes causam efeitos como aumento da ansiedade dos bebês ainda no útero.

Os animais mais jovens do teste de radiação ficaram mais ansiosos, sem contar da perda de coordenação motora. Quando testados em adultos, os ratos apresentaram um comportamento menos ansioso, o que também preocupou, pois a falta de ansiedade deixa a produção de estímulos mais lente.

As informações obtidas em pesquisas de baixas doses podem ajudar os profissionais da área da saúde a avaliar os riscos da exposição aos raios-X diagnósticos durante uma gestação dada uma situação clínica devido a condições maternas e fetais.

 

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