Inclusão! Mulher faz livros infantis em braile para ajudar na alfabetização de crianças cegas

Debra Bonde já produziu mais de 600 mil exemplares e agora é fundadora de uma organização focada na educação de crianças cegas

Resumo da Notícia

  • Uma mulher resolveu começar imprimir livros em braile para ajudar crianças cegas
  • Debra Bonde já produziu mais de 600 mil exemplares
  • Agora ela é fundadora de uma organização focada na educação das crianças

Em Detroit, nos Estados Unidos, Debra Bonde, começou um projeto solidário sozinha em 1994, ao escrever livros infantis em braile (sistema de escrita tátil usado por pessoas cegas). Segundo o Good News, a mulher transcrevia histórias infantis populares e imprimia em uma impressora em braile que o pai havia feito.

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Mulher faz livros infantis em braile e os distribui em todo o mundo (Foto: Reprodução / Good News)

Inicialmente, ela começou a vender os livros a um preço baixo, apenas para custear o papel da impressão. Mas a notícia sobre os livros em braile se espalhou entre os pais e educadores de crianças cegas e, com o sucesso dos livros a demanda aumentou.

Com ajuda de amigos, Debra formou uma organização sem fins lucrativos para receber subsídios e doações e conseguir aumentar a produção dos livros em braile. Debra resolveu nomear a ONG de Seedlings Braille Books for Children porque acredita que se você der um livro a uma criança, o amor pela leitura crescerá. Já no primeiro ano, ela imprimiu 221 livros.

A mulher começou a produzir os livros há 27 anos atrás (Foto: Reprodução / Good News)

Desde o início, 27 anos atrás, a ONG criada por Debra já produziu e distribuiu mais de 600 mil livros em todo o mundo. A organização oferece metade dos livros gratuitamente e os demais são vendidos a um custo muito baixo, por um preço médio de apenas 10 doláres cada, cerca de metade do custo de produção. A fundação se mantém vendendo camisetas, presentes e outros objetos em um site.

Desde 2012, Jared é parte da ONG, fazendo a diferença marcante na vida das crianças cegas, da mesma forma que Debra fez na dele. “Sem as habilidades de alfabetização infantil, que os livros me ajudaram a obter, eu não teria um emprego hoje, ainda mais com a quantidade de leitura e escrita que a maioria dos trabalhos exige”, disse ele, engenheiro de software na ONG.