Inspirador! Homem que nasceu sem os braços faz parte de uma das maiores orquestras do Reino Unido

Felix Krieser, de 30 anos, sempre teve o sonho de tocar e, apesar das críticas, sua condição nunca o impediu de realizar este sonho

Resumo da Notícia

  • Felix Krieser sempre quis tocar trompete profissionalmente, mas ouviu muitas vezes que seu sonho seria impossível;
  • Em entrevista, o alemão, que começou a tocar com quatro anos, contou que precisou readaptar a maneira que toca conforme cresceu;
  • O musicista disse que nunca quis tocar outro instrumento, por sentir uma maior conexão emocional com o trompete.

Quando Felix Krieser disse que gostaria de ser músico profissional, houveram muitos que acreditaram ser impossível alcançar este objetivo. O alemão, que nasceu sem os braços, sempre usou os pés para a maioria das tarefas: escovar os dentes, comer, brincar e hoje em dia, para o seu trabalho tocando trompete na Orquestra Sinfônica de Bournemouth, uma das mais renomadas do Reino Unido.

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Felix Krieser, trompetista profissional, toca com os pés desde os quatro anos
Felix Krieser, trompetista profissional, toca com os pés desde os quatro anos (Foto: Reprodução/Instagram)

“Lembro-me de que queria tocar exatamente este instrumento e nada mais. Onde eu vi e como entrei em contato com este instrumento pela primeira vez, não me lembro”, disse Felix, em entrevista à BBC Ouch. Aos quatro anos, o rapaz colocava o instrumento no chão e sua cabeça atingia o nível do bocal.

Com o passar dos anos, precisou redescobrir como continuar a tocar. “Procurei uma pessoa criativa que construísse coisas estranhas e lhe contei qual era o problema. Ele fez minha primeira resistência, que foi consertada e não pode ser desmontada. Nós o desenvolvemos e desenvolvemos e o que tenho agora é perfeito. Posso desmontar e transportar em uma caixa”, conta o trompetista.

À BBC Ouch, o músico relata que nunca quis tocar outro instrumento. “O chifre é muito rico, com muitas cores diferentes. Você pode fazer muitas coisas emocionais com ele. O violino sempre soa igual, o piano soa quase sempre o mesmo, mas a trompa pode fazer diferentes tipos de sons.”

Fora da vida profissional, Felix não gosta dos holofotes, e deseja ser visto como uma pessoa normal. “Eu odeio a vida pública. Eu sou o que sou e faço o que faço, mas não quero ficar famoso, só quero ser uma pessoa normal. Eu quero dar às pessoas um bom tempo e tocá-las com música. Música não é uma coisa técnica para mim, é emocional.” acrescenta, por fim.