Irmã de vítima do incêndio da Boate Kiss precisa deixar julgamento após assistir vídeo do acidente

Jéssica Montardo Rosado, advogada, é irmã de Vinícius, uma das vítimas do incêndio da Boate Kiss. Quase 9 anos após o acontecimento, quatro pessoas estão sendo julgadas como responsáveis pelo acidente

Resumo da Notícia

  • A irmã de vítima do incêndio da Boate Kiss deixou um julgamento chorando
  • Jéssica Montardo Rosado estava presente no segundo dia do julgamento dos réus acusados de ser responsáveis pelo acidente
  • Vinícius, irmão da advogada, morreu após tentar salvar as pessoas que estavam presas dentro da boate

Jéssica Montardo Rosado estava presente no segundo dia do julgamento dos réus acusados de ser responsáveis pelo incêndio na Boate Kiss. Advogada, ela é irmã de um dos jovens que faleceu durante a tragédia que aconteceu em janeiro de 2013. Após assistir a mais de uma hora de interrogatório, ela precisou ser levada para uma sala restrita.

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Durante o julgamento, Jéssica passou mal após ver um vídeo registrado dentro da boate momentos antes do incêndio começar. Após a exibição das imagens da banda Gurizada Fandangueira, a advogada deixou o plenário chorando. Vinícius morreu após tentar salvar outras pessoas que estavam dentro da casa de festas durante o acidente.

De acordo com Flávio da Silva, presidente da Associação de Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria, Jéssica ficou “esgotada” após o depoimento e precisou de um tempo para que ela pudesse se recuperar. Tanto ela quanto o irmão voltaram para dentro da boate para tentar salvar outras pessoas que estavam presas, mas somente ela saiu de lá pela segunda vez.

Irmã de vítima do incêndio da Boate Kiss deixa julgamento chorando
Irmã de vítima do incêndio da Boate Kiss deixa julgamento chorando (Foto: Reprodução R7)

“Jamais me perdoaria de voltar para casa sem ele, como voltei. Queria ter feito mais, mas não tive como”. Vinícius foi responsável por por salvar outras 15 pessoas durante o incêndio da Boate Kiss. “Ele tinha 1,98 metro. Pesava 130 quilos, era grande, forte e doce como uma baleia. Vinícius sempre foi solidário em todos os trabalhos que fez.”

“A gente já tinha ajudado a apagar um incêndio com balde e mangueira. Ele era um menino gigante. Ele não seria o mesmo se tivesse voltado para casa e tivesse visto a tragédia da magnitude que foi”, falou.