Isolamento social pode ter poupado 118 mil vidas em um mês, segundo pesquisa

O estudo realizado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro mostrou o efeito das restrições no número de óbitos do país

Resumo da Notícia

  • Uma pesquisa publicada pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro mostrou o efeito do isolamento social no mês de março
  • Segundo o estudo, 118 mil vidas foram poupadas com as medidas de restrições
  • Veja a estimativa para o número de óbitos sem o isolamento:

Uma pesquisa publicada pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) mostrou que 118 mil vidas podem ter sido poupadas durante a pandemia por conta do isolamento social realizado só no mês de maio, no Brasil. Segundo o professor Caio Chain, os analistas usaram dados de monitoramento de GPS e celulares para fazer o cálculo. “Assim, conseguimos ver como teria sido a pandemia sem o isolamento social, obtendo um número projetado de casos e, aplicando a taxa de letalidade do modelo epidemiológico da covid-19 Brasil, chegamos a algumas estimativas de vidas perdidas que foram evitadas”, disse ele.

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9 mil profissionais da saúde irão participar do teste da nova vacina contra coronavírus (Foto: Getty Images)

O estudo divulgado pelo jornal O Globo mostrou que a cada 1% do aumento do isolamento social havia uma queda na taxa de infecção do vírus de 37%. Em maio, as 29.367 vítimas do Covid-19 estavam pautadas em um isolamento médio de 44% – número que poderia chegar a 147.447, se o distanciamento fosse de 25%. “O número de óbitos no Brasil em um mês, no cenário provável, seria 5 vezes maior sem as medidas restritivas, o que indica um isolamento pouco eficiente”, diz o texto.

Mutação do vírus permite que ele espalhe mais rápido, diz estudo

Uma nova mutação foi descoberta no Covid-19 por cientistas ingleses. Denominada D614G, a variação apareceu na Itália e é encontrada em 97% das amostras atuais. Os especialistas dizem que a alteração não leva a maior risco de fatalidades ou internação, e lembram que os vírus tendem a sofrer mutações com certa frequência. O “novo vírus”, porém, apressentou uma capacidade maior de entrar nas células humanas.  Os professores Hyeryun Choe e Michael Farzan, da Universidade Scripps na Flórida explicaram à BBC, que a mutação na proteína “spike” parece ter facilitado que o vírus “se grude melhor e funcione com mais eficiência”.

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