Família

Ivan Moré sobre seu papel como pai: “Passei a ser mais presente em todos os sentidos”

Pai de Mel e Lui, o jornalista defende a ideia de uma paternidade cada vez mais participativa

Jennifer Detlinger

Jennifer Detlinger ,Filha de Lucila e Paulo

(Foto: Reprodução/Instagram)

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O jornalista Ivan Moré, de 42 anos, nasceu em Presidente Venceslau, cidade do interior paulista com cerca de 40 mil habitantes. Casado com a também jornalista e empresária Mariana Del Grande Moré, ele é pai de Mel e Lui, de 5 e 3 anos.

Assim como em sua carreira, Ivan valoriza muito a família e defende a ideia de uma paternidade presente e cada vez mais participativa. “A vida ganha outra perspectiva com os filhos. Família boa é família unida”, conta o jornalista, que também falou sobre a forma que educa as crianças e como tenta resgatar hoje a simplicidade que viveu na sua infância. Leia a entrevista abaixo:

O que mudou em você depois que se tornou pai?

Tudo! Passei a enxergar a vida de uma maneira que jamais havia imaginado. Meus filhos passaram a ser a prioridade, a preocupação máxima, o bem maior. Inclusive, passei a me cuidar melhor porque entendi a importância que tenho para participar da formação deles. A vida ganha outra perspectiva.

Você cresceu em uma cidade pequena, bem diferente da que vive hoje com seus filhos. Você tenta trazer essa calmaria para a vida deles também?

Sim, principalmente os costumes simples. Por exemplo, um passeio de bicicleta até a escola, sempre tento trazer o peculiar, o diferente, ou algo que passa despercebido por outras pessoas. Muitas vezes paramos a bike pra pegar ameixa ou goiaba em algum pé que encontramos pelo caminho. Isso me faz voltar no tempo, lembrar da minha infância e, ao mesmo tempo, passar um pouquinho da simplicidade da vida que o papai tinha no interior. Hoje, vejo o valor e a riqueza da simplicidade com que fui criado, algo que no passado era motivo até de vergonha.

(Foto: Reprodução/Instagram)

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Por conta do trabalho, você viaja muito. Como é manter a rotina das crianças no meio disso? E como você lida com a saudade da família?

Tenho viajado bem menos do que na época em que apresentava o Esporte Espetacular. Vivia na ponte aérea RJ-SP. E hoje, toda vez que tenho que me ausentar por um longo período, como os 40 dias em que fiquei no RJ por conta da Copa, prefiro levá-los juntos. Não lido bem com a distância deles e da mãe. Família boa é família unida!

Como foi quando a Mariana engravidou? Você participou das gestações dela?

Sim, tivemos dois partos normais e confesso que no segundo estava mais forte, a experiência do primeiro ajudou. Mas creio que o pai de verdade, mais maduro, nasceu com o segundo filho. Com o Lui passei a ser mais presente. E incorporei a figura do pai participativo em todos os sentidos.

Como você descreve a emoção de ver seus filhos nascerem?

Não dá pra descrever. Alguns sentimentos são tão fortes e profundos que as palavras são insuficientes pra representá-los!

(Foto: Reprodução/Instagram)

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Como você e a Mariana dividem as tarefas com as crianças? E como decidem sobre a educação deles?

As tarefas são responsabilidade dos dois. Dar banho, comida, brincar, levar à escola, acordar de madrugada e até mesmo dar um puxão de orelha quando necessário. Temos a sorte de ter ajuda também. Hoje a diferença, às vezes sobre quem faz A ou B, está relacionada à rotina de trabalho de cada um. Como tenho um horário restrito por conta da TV, a Mari assume nessas horas e tento assumir em momentos em que ela está ocupada. Fazemos uma composição muito legal. Sobre a educação, funciona da mesma forma. Como fomos criados de formas completamente diferentes, tentamos compor os lados positivos que cada um traz na bagagem. E sempre conversar muito entre a gente. Creio que esse seja um dos maiores desafios dos pais de hoje em dia: a composição.

Tem alguma coisa que a Mel ou o Lui falam ou fazem que te toca muito?

Mel é muito sensível e amorosa. Já Lui é bem espoleta, curte tudo o que é errado. Eles têm personalidades muito distintas. Os dois me surpreendem a todo momento e me ensinam muito. Principalmente pela velocidade com que assimilam o mundo ao seu redor e como lidam de forma rápida com estímulos (positivos e negativos) da nossa sociedade contemporânea. Ter filho hoje em dia considero ser uma “pós-graduação” em relacionamentos humanos.

(Foto: Reprodução/Instagram)

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Você deseja que seus filhos se interessem pelo esporte? Você estimula ou joga algo com eles?

Sim! Vejo o esporte como a principal ferramenta de qualidade para uma vida inteira. O esporte ensina de forma orgânica princípios básicos para uma vida saudável em sociedade. Respeito, honra, superação, aceitação, paciência, trabalho em equipe, além da parte física. Cabe a nós, pais, direcionarmos nossos filhos de acordo com a preferência e aptidão de cada um. O caminho do esporte é o caminho de uma educação consistente.

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