Família

Já imaginou ter que criar seus filhos distante do seu marido?

Louise precisou tomar essa decisão para o bem das crianças

Helena Fonseca

Helena Fonseca ,filha de Bethania e Paulo

(Foto: Acervo Pessoal)

(Foto: Acervo Pessoal)

As histórias não param de chegar aqui no projeto “Lá em Casa é Assim”, parceria da Pais&Filhos com a Natura Mamãe e Bebê! São diversas configurações de famílias e diferentes formas de se organizar no dia a dia com os filhos. A Louise e o marido, Bruno, tiveram que tomar uma decisão importante para a rotina da família. Vem entender essa história!

“Me chamo Louise, sou assessora de imprensa, autora do blog Manual de Uma Mãe, que nasceu junto com o meu primogênito, Caio. A dificuldade de se tornar mãe, longe de todos os familiares e ainda prematuro, me motivaram a começar escrever e compartilhar com outras pessoas minhas dificuldades e minhas vitórias.

Depois de um tempo morando longe da família, resolvemos que era a hora de voltar para nossa cidade natal, Miguel Pereira (RJ). Tínhamos um bebê, eu estava fora do mercado de trabalho e meu marido, Bruno, acabara de assumir um novo emprego.

Pensamos, vida nova. E assim foi até que o Caio completou dois anos e meio.

Nesta idade, em comum acordo, achamos que o Caio estava pronto para aceitar novos desafios e ele iria para escola. Eu, por fim, seria de novo ambientada em meu meio profissional e nós dois passaríamos por adaptações. Sempre fomos muito ligados, penso às vezes que mais do que o natural.

Criei um home office, assim poderia prestar serviço de casa e conciliar com a rotina escolar dele. Com o tempo, o trabalho foi crescendo e logo recebi um convite para atuar na prefeitura da cidade. Foi uma das maiores chances já recebidas e eu não tinha como negar. Quinze dias depois, descobri que estava grávida pela segunda vez!

Foi um choque! Não havíamos planejado e, para ser sincera, não queríamos aumentar a família – não naquele momento onde todos nós estávamos adaptados a uma nova rotina.

Eu tive muito medo. Medo de amar menos o segundo do que o primeiro. Medo tirar do primeiro toda a atenção que ele tinha e ter de dividir com um bebê. Com o tempo o medo se transformou em amor. Caio era tão apaixonado pelo irmão que estava por chegar que todo o medo que eu sentia foi embora.

Nossa rotina continuou agitada até uma semana antes do Guilherme nascer.

Nessa etapa, eu já trabalhava fora e em home office, Caio já estava completamente adaptado na escola e o Bruno, seguia em seu emprego.

Até que no final de 2017, veio a prova de fogo para nossa família.

Meu marido foi transferido para uma área de risco no Rio de Janeiro e seria inviável nos mudarmos com os meninos para acompanhá-lo. Pensamos na escola, na readaptação do Caio em outro ambiente, em ficar novamente longe da família, em deixar de morar no interior para voltar para a cidade grande e conviver com a violência. Decidimos morar separados.

Hoje em dia cuido dos meninos, continuo trabalhando em dois locais e vivendo a louca rotina de mãe sozinha.

Nossa família só se reúne duas vezes na semana, que é quando meu marido tem folga e retorna para casa.

É cansativo, exaustivo eu diria, mas a lição que tiro disso tudo é que Deus sempre nos da aquilo que conseguimos carregar.

Mesmo cansada, mesmo exausta. Ver meus filhos sorrindo é o mais importante para mim!”

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