Jackeline Petkovic processa escola após filho ser expulso e faz desabafo

O menino havia se envolvido em uma briga com um garoto da mesma idade após ter sofrido bullying por ter TDAH. A mãe do outro menino ficou sabendo e partiu pra cima do filho de Jackeline com gritos e agressões

Jackeline Petkovic processa escola após filho com TDAH ser expulso (Foto: Reprodução/Instagram)

A apresentadora Jackeline Petkovic está processando um colégio particular na grande São Paulo após seu filho, Enzo, de 10 anos ter sido expulso. O caso piorou quando o menino foi agredido pela mãe de um colega de classe dentro das dependências da instituição privada.

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De acordo com o colunista Leo Dias, Enzo sofre de TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperativade). O menino havia se envolvido em uma briga com um garoto da mesma idade após ter sofrido bullying. A mãe do outro menino ficou sabendo da situação e entrou na escola gritando e partindo para cima do filho de Jackeline.

A batalha judicial  é para que Enzo seja reintegrado à escola e possa concluir o ano letivo. Jackeline também processa a instituição por danos morais.

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O QUE É TDAH?

O TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) é um dos transtornos comportamentais com maior incidência na infância e na adolescência. Pesquisas feitas em diversos países revelam que ele está presente em 5% da população mundial em idade escolar. Trata-se de uma síndrome clínica caracterizada, basicamente, por três sintomas: déficit de atenção, hiperatividade e impulsividade.

Mas nem sempre é preciso haver os três sintomas simultaneamente: crianças diagnosticadas com TDAH têm dificuldades de focar em um único objeto, têm fácil distração (vivem “no mundo da Lua”) e não conseguem terminar atividades como deveres de casa. Além disso, apresentam facilidade em perder materiais escolares, chaves, dinheiro ou brinquedos, têm dificuldade de ficar paradas, se levantam por várias vezes da cadeira na escola ou na hora do jantar, por exemplo.

Causa controversa

Um assunto controverso, com teorias diferentes. Uma das principais correntes defende que o TDAH é um fenômeno biológico – ou um transtorno neurobiológico, funcional e hereditário (forma de diagnóstico americano, seguido pela maior parte dos profissionais brasileiros). A outra afirma que se trata de algo psicológico ou social, ligado à relação da criança com a família e o ambiente em que vive (forma de diagnóstico usado pela maior parte de profissionais da França).

Em 2013, foi publicado um estudo que mostra uma diferença gritante em número de crianças com TDAH nos EUA (que possui 9% das crianças diagnosticadas) e a França (com 0,5%). Essa distância numérica pode ser explicada, segundo autores da pesquisa, pela forma com que o transtorno é diagnosticado – na França, há maior preocupação com a avaliação da família e do meio social em que a criança vive. “O  problema existe em todos os lugares, seja na França, EUA, Brasil. Mas podemos pensar que nos EUA, por exemplo, há uma pressão maior para o trabalho, os pais têm menos tempo para a educação e interação com crianças de 0 a 6 anos, fase importante na formação da identidade. Já em países nórdicos, existem leis que protegem mais a gestante, a licença-maternidade é bem maior. Os filhos americanos apresentam estrutura emocional mais imatura. São inteligentes, mas imaturos”, defende o neurologista infantil Saul Cypel, pai de Marcela, Irina, Eleonora e Bruna.

É biológico

Alguns especialistas acreditam que a herança genética seja o fator mais importante na causa do TDAH. Muitas crianças com o transtorno possuem familiares (pais, tios, avós, irmãos) com o mesmo diagnóstico. A incidência pode chegar até dez vezes mais em famílias de crianças com TDAH quando comparadas à população em geral. Segundo o livro “Manual dos Transtornos Escolares” (2013, editora Best Seller), filhos de pais hiperativos possuem maior chance de terem o transtorno.

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