Jovem e avó recebem vacina da Covid juntos e família comemora: “Baita privilégio!”

Hugo Degaspari, de 21 anos e Maria Assunta Scapucin Degaspari, de 68, receberam o imunizante no mesmo dia devido a um projeto de vacinação em massa

Resumo da Notícia

  • Jovem recebe vacina contra Covid-19 junto com a avó
  • Em entrevista à Pais&Filhos, ele relatou como foi a experiência
  • Os dois conseguiram se vacinar juntos graças a um projeto de imunizar uma cidade inteira no Interior de São Paulo

Enquanto a maioria das famílias brasileiras esperam sua vez para finalmente conseguirem receber a vacina contra a Covid-19, a família do Hugo Degaspari tem vários motivos para comemorar! Além de todos os integrantes já terem recebido a primeira dose, o jovem, de 21 anos, passou por um momento super especial ao conseguir se vacinar junto com a avó, Maria Assunta Scapucin Degaspari, de 68 anos. Essa realização só foi possível porque os dois moram em Serrana, cidade cuja população está sendo vacinada em massa, como parte de uma pesquisa do Instituto Butantan.

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Jovem recebe vacina contra Covid-19 junto com a avó (Foto: Freepick)

Em entrevista à Pais&Filhos, Hugo contou um pouco sobre o privilégio de receber o tão esperado imunizante junto da avó. “Eu moro com meus avós desde bem pequeno e, infelizmente, acabei perdendo meu avô no ano passado por outras complicações. Fiquei super feliz ao descobrir que iria me vacinar ao lado da minha avó. Meus avós me construíram, me moldaram, e compartilhar isso com ela (que permanece fisicamente comigo) é um baita privilégio!”, conta.

Além dele e da avó, outros integrantes da família também receberam a vacina, mas em dias diferentes. “Toda a minha família já foi imunizada com a primeira dose. Meus avós paternos, que têm mais de 75 anos, foram vacinados já na primeira semana do Projeto”, explica.

O estudante de jornalismo conta que, para ele, família é tudo e poder compartilhar esse momento com pessoas tão importantes foi algo inesquecível. “Eu acredito muito no poder dos laços familiares e valorizo muito os meus. Os que construí e os que resgatei. Sempre compartilhei muitos momentos bons com a minha família, e, agora, adiciono a vacina à lista”, conta.

Jovem relata a emoção de receber a vacina da Covid junto com a avó (Foto: arquivo pessoal)

Para Hugo, muito além de um ato de amor, a vacinação é uma demonstração de preocupação com o próximo. “Mais do que carinho com o próximo, vacinar-se é um ato coletivo. É uma demonstração de preocupação, uma ressalva de que estamos juntos e de que, só assim, sairemos dessa”, completa.

Entenda mais sobre o projeto de vacinação em massa de Serrana

Hugo e a avó, Maria, só conseguiram concretizar essa memória juntos devido ao projeto do Instituto Butantan de vacinação em massa da cidade de Serrana, no interior de São Paulo. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município tem 45.844 habitantes e irá receber doses suficientes da CoronaVac para atender toda a população. O projeto, que começou no dia 17 de fevereiro, dividiu a cidade em alguns grupos, de acordo com a localização da casa dos moradores.  “A cidade foi dividida em 4 regiões por cores: verde, amarelo, cinza e azul, e cada cor tem uma data de imunização. Eu fiquei na cor cinza e consegui me vacinar com a primeira dose na quarta-feira, 3 de março”, explica Hugo.

Projeto irá vacinar em massa cidade do interior de São Paulo contra Covid-19 (Foto: Freepick)

Em uma coletiva de imprensa, Dimas Covas explicou que a ideia do estudo é vacinar o maior número de pessoas da população adulta (apenas maiores de 18 anos poderão receber o imunizante). “Nós estamos prevendo uma vacinação que pode chegar a 30 mil pessoas. E, com isso, a gente acompanha a evolução da epidemia. Tem aspectos técnicos que vão permitir fazer cálculos, fazer projeções, que vão calcular se a vacina é eficaz em diminuir a transmissão ou não, qual a porcentagem. Tem toda uma metodologia que vai permitir que isso seja feito”, informou ele durante a transmissão.

Vale lembrar que a vacina não será aplicada de maneira obrigatória e sim, voluntária. “A primeira pergunta que queremos responder com esse estudo é: será que com essa vacina vamos realmente sair desta pandemia? Nós já sabemos que essa vacina é segura e eficaz, mas agora, quando pensamos no coletivo, na sociedade, será que nós vamos conter a pandemia com essa vacinação? Não estamos pensando em pessoas isoladas. Estamos pensando em comunidades. Para que esse estudo dê certo, a comunidade como um todo tem que participar”, informou Ricardo Palácios, diretor de pesquisa do Instituto Butantan.

Vale ressaltar que, para o estudo, estão sendo usadas doses da Coronavac designadas exclusivamente para isso, ou seja, a vacinação não irá alterar ou tirar doses do Plano de Vacinação Nacional.