Juliana Goes fala sobre importância de não romantizar o empreendedorismo materno

A jornalista e Co-Fundadora do Zen Wellness entende que ter um negócio próprio gera desafios, mas também recompensas e é preciso falar dos prós e contras

Resumo da Notícia

  • Juliana Goes, Co-Fundadora do Zen Wellness, falou sobre os desafios e aprendizados do empreendedorismo
  • A jornalista também ressaltou a importância de não romantizar esse trabalho
  • A mãe de Anne Liv e Liam também deixou um recado para as mães empreendedoras

Empreender é você procurar ser solução, procurar levar solução para a vida das pessoas”. É assim que Juliana Goes, jornalista, criadora de conteúdo nas redes sociais sobre autoconhecimento e maternidade, Co-Fundadora do Zen Wellness e autora do livro ‘A Liberdade de Ser quem Você é’, mãe de Anne Liv e Liam, encara o empreendedorismo. A criação do negócio próprio veio justamente de uma crise e inquietação pessoal. Em um momento em que a vida pessoal estava caminhando bem, ela sentiu um vazio e começou a se questionar sobre o próprio papel e contribuição dentro do trabalho.

-Publicidade-
Juliana Goes lembrou como começou a empreender e deixou um recado para as mulheres (Foto: reprodução/Instagram)

“Isso me fez olhar para dentro e buscar alternativas como terapia, cursos de desenvolvimento pessoal, yoga, meditação. E nessa busca eu procurei muito por um aplicativo que pudesse me fazer acordar com mais motivação, porque era um momento em que eu sentia muita apatia. E eu não achei esse aplicativo”, pontua. Foi assim, ao não encontrar o que precisava que ela decidiu construir. Após algumas reuniões com o marido e sócios nasceu a Zen Welness. Apesar do empreendedorismo não ter aparecido na vida da jornalista como vontade consciente, ele se tornou um caminho possível.

Há 6 anos no mercado no mundo inteiro, Juliana conta que o negócio, que começou com o Zen app e se expandiu para o Zen Welness, foi seu “primeiro filho” e com a chegada de Anne Liv e Liam, houve um despertar para várias outras questões. “As ideias que a maternidade me traz até hoje são muito válidas, não só para o meu negócio, mas para a minha vida”, explica. Após duas gestações bem diferentes, e não apenas porque o caçula nasceu durante a pandemia, ela se sente mais segura e experiente. “O maternar para mim, hoje, tem mais leveza. Eu não espero que a maternidade seja linear e eu fique cada vez melhor, a gente vai ter altos e baixos, e entender e acolher isso me ajuda muito”.

Encarando a realidade

Para ela, conciliar maternidade e um negócio próprio é desafiador e é importante não romantizar essa união. “Eu acredito que falar a realidade, viver a realidade ameniza até a frustração, porque se você vive numa mentalidade desse romantizar, acreditando que tudo tem que ser feliz, leve e bom, a gente se coloca em uma carga imensa, em uma obrigação de distanciamento dessa realidade. E quando a gente olha para a nossa vida e vê que não está assim, dentro desses ideais da sociedade, e a gente já carrega essa carga, e se questiona: ‘Então eu sou uma péssima mãe?’ ou vai trazendo mais culpa e autocrítica”, desabafa.

Encarar a realidade é também cuidar da saúde mental para a empreendedora, uma vez que você entende que não será linear e nem um equilíbrio o tempo todo. Por isso, ela reforça a necessidade do acolhimento: “Eu honro cada mulher que vive desse jeito, porque não é fácil”. A pandemia, nesse contexto, trouxe ainda mais desafios na opinião de Juliana, porém também está sendo uma oportunidade para que todos aprendam lições importantes sobre si mesmo e o que realmente importa.

Juliana deixa um recado para as mães: “Não sintam medo, não encarem como um problema uma fase de crise existencial. Encare como um convite para que você recalcule sua rota, para que você desperte e se reinvente”. E com essa mentalidade, ela destaca a importância de pedir ajuda e contar com a rede de apoio, seja para empreender ou maternar. Para ela, somar faz a diferença e pode transformar a ideia do papel em um negócio consolidado no mundo real.