Justiça proíbe enfermeira de morar com o filho durante pandemia da Covid-19

A Justiça proibiu a mãe de ver o filho de 7 anos, durante o período da pandemia, agora a criança está sob os cuidados do pai, que quer a guarda da criança

Resumo da Notícia

  • A Justiça proibiu uma enfermeira de ver o filho de 7 anos, durante esse período a criança fica sob os cuidados do pai
  • Para a Justiça, ela pode levar o coronavírus para casa e contaminar a criança
  • Os dois estão separados há nove meses

A Justiça proibiu uma enfermeira de ver o filho de 7 anos, durante o período de pandemia, agora a criança fica sob os cuidados do pai. De acordo com o  programa do “Fantástico“, exibido neste último domingo, 06 de dezembro, para a Justiça, ela pode levar o coronavírus para casa e contaminar a criança. Os dois estão separados há nove meses.

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Os dois estão separados há nove meses (Foto: Reprodução / Vídeo / Fantástico)

Com a chegada da pandemia, ela foi para a linha de frente para combater o vírus. Logo no inicio da pandemia, a enfermeira conversou com o ex-marido e combinaram que o filho ficaria com o pai por alguns meses, por questões de segurança. “Conversei com o pai do meu filho sobre a possibilidade do meu filho ir para lá porque ele trabalha em casa. Dessa forma, ele conseguiria ficar mais isolado do que eu”, relembrou ela, que na época não desconfiava que a própria vida mudaria por causa da Covid-19.

Na época da separação, há dois anos, os pais fizeram um acordo na Justiça: a enfermeira pôde morar com o filho, em Mato Grosso, e o ex-marido, que é DJ e técnico de enfermagem, vive no Paraná e ficava com o menino nas férias. “Meu filho foi na promessa e na palavra dele de que, quando as coisas se estabelecessem mais um pouco, em junho para julho, meu filho retornaria”, disse.

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Mas a criança não voltou para a casa da mãe e está com o pai desde março. “São quase 9 meses sem poder ver, sem poder abraçar. No começo eu não tinha impedimento de falar com ele por vídeo, por telefone. Mas começou a chegar a um momento que ou ele não estava, ou ele está ocupado, ou ele está brincando”, lamentou a enfermeira.

Pedido da guarda

O pai do menino entrou na justiça com um pedido de modificação de guarda compartilhada, alegando também que o filho de 7 anos já está adaptado à nova rotina e teria manifestado interesse em ficar com o pai. Há duas semanas, uma juíza de primeira instância concedeu a chamada “tutela de urgência” ao pai. Ou seja, o menino pode continuar morando com o pai.

A mãe está inconformada pois quer a guarda do filho e manter o emprego. “Eu não posso ser mãe e ser enfermeira? Eu vou ter que deixar minha profissão para poder cuidar do meu filho? Me deixou indignada, não só como mãe porque eu estou sendo impedida de chegar perto do meu filho, mas por conta de ser uma profissão que foi primordial nesse período de pandemia”, desabafa a enfermeira.

A enfermeira disse que trabalhou na UTI para pacientes com Covid-19, mas de setembro para cá, já não estava mais na linha de frente, e que nesses quase três meses, faz apenas trabalhos administrativos e homecare. Ou seja, presta atendimento a pacientes que não saem de casa. “Mesmo que eu estivesse trabalhando ainda na linha de frente, existem cuidados e existem protocolos de prevenção. Eu jamais vou querer o mal para o meu filho. Claro que eu vou me prevenir”, ressaltou.

Agora, a juíza tomou a decisão – que ainda é provisória – mas não ouviu a enfermeira. A audiência de conciliação está marcada para abril do ano que vem. Em nota, o pai disse que as “alegações da mãe – de que se encontra impedida de manter contato com o filho, seja presencial ou virtual – são inverídicas”.

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