Kadu Moliterno faz desabafo e conta que teme pela vida de filho homossexual, que já foi agredido

Kadu Moliterno contou que prefere que os filhos vivam fora do Brasil pois, infelizmente, o país ainda é muito preconceituoso com a comunidade LGBTQIA+. Em relato, disse que o filho

Resumo da Notícia

  • Kadu Moliterno fez um desabafo emocionante ao falar sobre a preocupação com os filhos
  • O artista contou que teme pela vida do filho, que já foi agredido durante assaltos
  • O Kadu contou que prefere que os filhos vivam fora do Brasil por questões de segurança

O Kadu Moliterno é pai de Kenui, de 25 anos, de Lanei, de 28 anos e de Kwai, de 30. Eles vivem no Estados Unidos – e, segundo o ator,  todos “estão bem encaminhados”. Em entrevista concedida à colunista Patrícia Kogut, o artista disse que prefere que os filhos vivam fora do Brasil, por questões de segurança.

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De início, ele disse: “Eles moram em San Diego e Los Angeles, já são adultos e estão muito bem encaminhados. Isso é ótimo. A maior alegria para um pai é ver os filhos bem. Nesse tempo todo desde a pandemia, só vi o caçula, que é muito corajoso e conseguiu vir aqui mesmo com a situação difícil. Mas os outros dois estão para vir, um para o meu aniversário e o outro, no máximo, em julho”.

Em complemento, ele disse que a falta de medo do filho caçula Kenui, principalmente quando o rapaz vem ao Brasil, o preocupa. Pois ele tem receio que o filho venha a sofrer preconceito por ser homossexual.

Kadu Moliterno
Kadu Moliterno (Foto: Reprodução / Arquivo pessoal)

O Kadu ainda afirmou que o filho já foi agredido durante um assalto. Além de dizer que no Brasil o preconceito ainda é, infelizmente, muito forte. “Ele defende a causa lá fora. Claro que eu me preocupo em qualquer lugar do mundo, mas aqui ainda é muito forte o preconceito. A gente tem um índice enorme de assassinato de pessoas LGBTQIA+. Sem contar que, nas vezes que ele veio, foi assaltado em arrastão e agredido. Então, tenho muito medo, mas ele é destemido. Por isso me preocupo. Só que filho é criado para o mundo, uma hora não dá mais para eu dizer “não faça isso”. Acho que, agora, depois dos últimos assaltos, ele está mais com o pé atrás, mais cuidadoso”.

Em relato, ele dia que no dia 20 de junho, o melhor presente de aniversário que poderia receber seria um emprego, pois está três anos sem atuar e querendo trabalho. “É só uma data. Não me sinto com essa idade e acho muito importante dizer isso. Eu tenho 52 anos de carreira, mas estou há três anos sem atuar e sem contrato com alguma emissora. A minha vontade é voltar. Quero deixar isso claro porque às vezes os autores podem pensar em mim e achar que eu já não estou mais querendo trabalhar. Mas eu quero”.