Karina Bacchi abre o coração e fala sobre produção independente: “Não me arrependo”

Enrico chegou para trazer muito amor e transformar a vida de toda a família Bacchi

Karina, Enrico e Amaury (Foto: Bruno Marçal)

A maternidade chega de diferentes maneiras para várias mulheres. Karina Bacchi, atriz e apresentadora, sempre teve o desejo de ser mãe, mas adiou os planos até que descobriu que tinha hidrossalpinge, uma condição que dilata a tuba uterina, e precisaria retirar as trompas. “Eu estava chegando aos 40 anos e senti um verdadeiro chamado da maternidade. Foi um alerta do meu próprio corpo de que eu estava deixando para trás sonhos e vontades importantes para mim”, ela conta. 

Em um relacionamento há anos, Karina chegou para o papo reto e eles perceberam que os planos que tinham eram completamente opostos e que não conseguiriam seguir juntos. Mas mais do que qualquer coisa, ela estava decidida do fato de que seria mãe – sozinha mesmo, na cara, na coragem e com vontade de sobra! “Não me arrependo de nada e acho que foi a melhor escolha da minha vida. Eu imaginei de um jeito, mas foi muito melhor do que eu poderia sonhar”.

A produção independente foi realizada em Miami, nos Estados Unidos, e ela pôde contar com o apoio dos pais, seus fiéis companheiros, desde a escolha do doador. A gravidez vingou de primeira e era tanta felicidade, que ela mal conseguia guardar o segredo. “Eu estava tão empolgada, que acho que toda essa animação, essa alegria, essa gratidão foram muito importantes para o processo”, ela acredita.

Mudança de ares 

Karina e Enrico (Foto: Bruno Marçal)

A expectativa para a chegada de Enrico era tão grande, que ela resolveu recomeçar de vez – casa e vida nova para ela e para os pais, que voltaram do interior para São Paulo. “Nós tínhamos perdido meu irmão há uns três anos naquela época, então o enrico trouxe uma nova vida pra eles também, que tinham o sonho de serem avós”, conta. Atualmente as famílias são vizinhas, moram na mesma rua em um bairro da capital e a rotina conta com a participação de todos. 

O novo lar de Karina já foi pensado para receber uma criança, e conta até com espaço especial para os brinquedos. “Ele mudou completamente minha vida, meu foco e prioridades – me mudou pra melhor. É inexplicável, só quando a gente se torna mãe é que entende a dimensão desse amor, que ainda cresce todos os dias”. 

Apesar de planejar tudo desde o início, o que ela não contava é que no meio do caminho – ou melhor, no caminho de volta da maternidade – encontraria um amor para chamar de seu. “O Amaury chegou num momento completamente novo na minha vida e me deu muito apoio”, lembra. 

Apresentados por um amigo em comum, que também é o padrinho de Enrico, logo no pós-parto, o romance só foi engatar mesmo depois de um tempo. “Aconteceu quando eu me senti um pouco com o coração aberto, eu estava tão completa quando ele chegou, e num momento em que eu não esperava, foi uma avalanche de amor”.

Juntos o tempo todo 

O café da manhã é um dos momentos favoritos da família (Foto: Bruno Marçal)

A rotina da família é ditada pelos horários do bebê e isso significa que as coisas por lá começam bem cedo, cerca de 6h da manhã, e essa primeira parte do dia é bem intensa, já que ele dorme à tarde. “Eu procuro fazer muita coisa de casa e quando preciso sair, prefiro que seja à tarde para que eu possa curtir a manhã com ele”. E prova disso é que a refeição mais importante para a família é o café da manhã, que fazem questão de preparar e tomar juntos. 

“Temos esse momento: eu faço o ovo mexido, o Amaury a vitamina… Curtimos isso juntos”, conta. E o gosto por colocar a mão na massa passa gerações, já que o pai de Karina, Italo, adora fazer massas caseiras e o Enrico já adora passar um bom tempo na sua cozinha de brinquedo.

Amor multiplicado 

Sempre juntos! (Foto: Bruno Marçal)

Apesar de morarem juntos desde que o menino era bem pequeno, Amaury foi conquistando seu espaço com muito cuidado. “Parece que foi um encontro de almas, que a gente já era uma família e só faltava se encontrar. Foi uma sensação de conforto, de aconchego, de quebra-cabeça solucionado”, ela conta, emocionada. 

E é assim que a relação deles se renova todos os dias. Enrico e Amaury se tratam e se chamam de pai e filho, mas ainda  não tem nada oficializado no papel, apesar de fazer parte dos planos. “Queremos ter mais um filho, e aí aproveitamos para registrar os dois juntos”, entrega Karina, que já começou a se programar para conciliar a fase de tratamentos – já que a gestação será novamente via inseminação artificial – com a carreira. “Temos essa vontade, mas não é algo que precisamos para nos sentir completos – isso nós já somos. Mas pensamos no Enrico, numa companhia pra ele, e a gente gosta mesmo do posto de mãe e pai (risos)”. 

Carreira e maternidade 

Enrico e seu canto de brincar (Foto: Bruno Marçal)

Voltar aos trabalhos não foi fácil e nem imediato. Como a vida dela mudou completamente, a retomada da carreira também veio com cautela. “Foi numa crescente. Conforme fui sentindo que ele estava mais seguro, fui assumindo alguns compromissos. respeitei o tempo dele e as oportunidades foram surgindo, tudo se encaixou”. 

E para ajudar nisso tudo, a rede de apoio composta pelos avós e funcionários da casa foram fundamentais. Neste mês, inclusive, ela estreia o programa Melhor para elas, na Fox e Rede TV, que conta história de mulheres que correm atrás dos seus sonhos. “Tem tudo a ver com o que eu acredito”, ela completa. No canal do Youtube, Supermãe, ela segue contando trajetórias inspiradoras, assim como a dela. 

Sol das nossas vidas 

Enrico, o sol da família Bacchi (Foto: Bruno Marçal)

A todo momento e até nos detalhes do quarto do menino, ela faz questão de mostrar como a chegada dele transformou tudo a sua volta – como um sol, que atinge a todos com os seus raios. “Quando uma criança é muito esperada, muito bem-vinda, ela vem pra iluminar”, acredita. E os fios loiros dele remetem ao apelido carinhoso: “Ele é um sol em forma de criança!”, Karina define. 

Perto de completar dois anos, Enrico exala simpatia, espalha sorrisos e gosta de chamar a atenção de quem chega na casa. “Ele acorda sorrindo e me lembra que também preciso sorrir pra vida. Ser mãe dele é indescritível! Parece que tudo o que eu fiz de bom na minha vida foi multiplicado e veio em forma de enrico”. 

Ao presenciar a troca de olhares entre eles, fica claro que a conexão vai além de qualquer entendimento. “Às vezes nem acredito, parece que estou sonhando acordada, é muito especial e maravilhoso ser mãe dele”. E nada disso teria sentido sem a família por perto para compartilhar os momentos. “Eles são tudo pra mim, me motivam e me fazem ter segurança para viver todo o restante”, completa.  

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