Kathlen Romeu: grávida morre após ser atingida por bala no Rio de Janeiro e família lamenta a perda

A jovem, de 24 anos, que estava no quarto mês de gestação, não resistiu depois de ser baleada durante uma operação policial na comunidade do Lins

Resumo da Notícia

  • Mulher grávida morre após ser atingida por bala no Rio de Janeiro
  • Kathlen Romeu tinha 24 anos, trabalhava como designer de interiores e estava grávida de 4 meses
  • A avó, pai e o namorado se pronunciaram sobre a morte

Kathlen Romeu, de 24 anos, foi morta após ser atingida por uma bala durante uma operação policial na comunidade do Lins, na Zona Norte do Rio, na última terça-feira, 8 de junho. A jovem trabalhava como designer de interiores e estava grávida de 4 meses.

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De acordo com informações que os moradores locais deram ao G1, Kathlen  foi atingida por uma bala durante o confronto entre criminosos e policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), no local conhecido como Beco do 14. Em nota, a Polícia Militar informou que os agentes foram atacados a tiros por criminosos, dando início ao confronto.

Mulher grávida morre após ser atingida por bala no Rio de Janeiro (Foto: reprodução Instagram)

Ainda de acordo com a polícia, a jovem foi encontrada ferida após a troca de tiros. Ela foi encaminhada ao Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) está investigando a morte. Eles explicaram que vão ouvir testemunhas para esclarecer todos os fatos. Eles pretendem descobrir de onde partiu o tiro que atingiu Kathlen.

Avó de Kathlen se pronuncia

A avó de Kathlen deu uma entrevista à TV Globo depois de perder a neta e bisneto. Na conversa, ela contou que a jovem não morava mais na região e teria se mudado por medo da violência no local. “A gente estava indo na firma da minha filha e quando nós passamos a rua estava tranquila. Foi tudo muito de repente. A minha neta caiu, começou muito tiro. Quando eu puxei ela caiu, eu me machuquei ainda, me joguei para proteger ela, que está gravida. Eu só vi um furo no braço dela e gritei para eles me ajudarem a trazer. Perdi minha neta e meu bisneto”, desabafou.

Avó de Kathlen se pronuncia sobre perda (Foto: reprodução TV Globo)

“Aquela minha rua tá muito perigosa. Eu não queria ter perdido minha neta e perdi desse jeito estúpido. Uma garota que trabalha, que estuda, formada. Só isso que eu tenho a dizer, eu não tenho mais nada. Perdi minha neta num tiroteio bárbaro que a gente não culpa de nada”, completou.

Namorado de Kathlen e pai do bebê fala sobre a situação

Depois do ocorrido, o tatuador e designer gráfico Marcelo Ramos, namorado de Kathlen e pai do bebê que ela esperava, usou as redes sociais para falar sobre a perda.

O namorado dela e pai do bebê se pronunciou sobre a perda (Foto: reprodução Instagram)

“Nunca será esquecida, meu amor. Você e a Maya/Zayon sempre irão morar dentro de mim, estou completamente sem chão, às vezes é difícil entender a vontade de Deus, mas sei que você está melhor que nós. Aqui só vão ficar saudades e as lembranças de você, a pessoa mais radiante e animada que eu conheci na minha vida, vou vencer por você. Que Deus me dê força”, escreveu ele, em uma publicação no Instagram.

“Eu peço que respeitem a memória da Kath. Não despejem ódio porque ninguém merece isso. Vocês não têm ideia do que a gente está passando. E o que a gente vai passar vai ser muito pior daqui para frente. Respeitem a dor da família”, completou ele.

O pai dela também falou sobre a perda

Luciano Gonçalves, pai de Kathlen falou com jornalistas do G1 sobre a perda da filha. Na entrevista, ele comentou que quis tirar a jovem da região por medo da violência no local. “Minha filha era a coisa mais especial da minha vida. Cheia de sonhos, uma pessoa do bem, inteligente, que tinha o sonho de ser blogueira, modelo. Estava na melhor fase da vida dela”, contou ele.

Pai de Kathlen conta que quis tirar a filha da comunidade por conta da violência (Foto: reprodução TV Globo)

Ele afirmou, ainda, que toda a família estava animada com a gestação dele e que eles consideravam a gravidez uma “bênção de Deus”, mesmo com a preocupação da jovem em relação à pandemia de covid-19.