Mãe abre o coração sobre adoção de menina com microcefalia: “Fui a primeira a demonstrar interesse por ela”

Taís Maraba possui 33 anos e adotou a pequena Heloísa, de 2 anos. A menina possui epilepsia, microcefalia, paralisia cerebral e faz uso de sonda gástrica

Resumo da Notícia

  • Taís Maraba possui 33 anos e, em 2020, adotou a pequena Heloísa
  • Policial Militar e mãe solo, Taís contou em entrevista à UOL que sempre se interessou muito por adoção
  • A mãe de Heloísa ainda desabafou sobre o ato de adotar e as "escolhas" das crianças nessa prática

Taís Maraba é uma policial militar de 33 anos que mora em Maceió, Alagoas. Em 2020, realizou o sonho de adotar Heloísa que, com 2 anos, possui epilepsia, paralisia cerebral, microcefalia e se alimenta por sondas gástricas. Em entrevista à UOL, a mãe solo falou um pouco sobre o processo de adoção em meio a pandemia:

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A primeira vez que eu vi a Heloísa foi através de um vídeo no YouTube, no canal do TJ (Tribunal de Justiça) do Espírito Santo, em um projeto de busca ativa, que é quando os tribunais disponibilizam vídeos de crianças ou adolescentes fora do perfil mais apontado pelos pretendentes”, contou Taís. “Geralmente, são crianças com deficiência ou grupos de irmãos, ou até mesmo adolescentes em idade avançada, que tem suas chances bastante reduzidas de adoção”.

Taís conta que, mesmo depois de pouco tempo cadastrada na fila de adoção, soube que era com Heloísa que queria construir a vida de mãe. “Quando eu vi o vídeo da Heloísa, disse: é ela! Fui a primeira pessoa a demonstrar interesse por ela, e já foi dado início à aproximação on-line”. Por causa da pandemia, a mãe de Helô conta que os contatos com a filha, mesmo a distância, em nenhum momento a fizeram questionar a própria decisão, “Todo o procedimento de aproximação para eu ter o diagnóstico, a realidade médica dela ocorreu à medida que a aproximação acontecia”.

Taís Maraba é mãe de Heloísa Angélica, de 2 anos (Foto: Reprodução/ UOL/ Arquivo Pessoal)

Agora, Heloísa possui, com apenas 2 anos, uma rotina de cuidados bastante agitada e rigorosa.  “Ela tem terapias quase todos os dias; faz acompanhamento com fisioterapia, terapeuta ocupacional, com fonoaudiologia, fisioterapia visual, neuropediatra, pediatra, nutricionista e gastropediatra também”, listou a mãe, ainda em entrevista. Taís ainda deu detalhes da importância da rede de apoio na hora de cuidar da filha: 

Devido ao meu trabalho, nem todos os dias tenho disponibilidade para levar Heloísa às terapias. Então eu conto com a minha mãe, que é superparceira nessa missão, é parte do alicerce fundamental da rede de apoio. Não só ela: têm os demais membros da minha família”, detalhou.

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Amor Incondicional

Para Taís, a adoção de Heloísa foi um presente – e, por isso, não entende os pais que se privam de conhecer crianças maravilhosas por causa de exigências relacionadas à gênero, idade, cor, etc.

Mãe adota filha especial e abre o coração sobre adoção consciente (Foto: Freepik)

O pai e a mãe amam o filho como esse filho é! Não tem lógica a gente eleger uma série de atributos, dizer: ‘Ah, eu só posso amar se for dessa cor, se for desse gênero, se for dessa maneira’ “, desbafou. “Existem muitas crianças e adolescentes que passam anos na fila de adoção. A gente precisa ter uma flexibilização nesses critérios. Precisamos conversar sobre a adoção necessária, a adoção tardia, a adoção especial. São categorias que contemplam as crianças e adolescentes que não estão dentro daquele critério tão rigoroso e tão rígido elencado por tantos pretendentes à adoção”, finaliza.