Mãe achava que tinha dor nas costas por pegar filha no colo mas recebe diagnóstico grave

Ele estava sentindo o desconforto há um tempo, mas acreditava que era fruto do hábito de carregar a garota no colo. Em uma consulta médica de rotina, no entanto, ela recebeu o diagnóstico

Resumo da Notícia

  • Mãe descobre tumor na coluna
  • Ela achava que sentia dor nas costas por pegar muito a filha no colo
  • O diagnóstico veio em um exame de rotina
  • Leia a história completa
Mãe que pensava ter dor nas costas por pegar filha no colo descobre tumor na espinha (Foto: reprodução The Sun / CLIC Sargent)

Lois Parker, de Hertfordshire, Inglaterra, estava sofrendo com dores nas costas. A mãe, de 19 anos, acreditava que a dor teria vindo das múltiplas vezes que precisava pegar a filha, Lexi, de 1 ano e 4 meses, e carregar por aí. Justamente por isso, demorou para ir ao médico. O desconforto, no entanto, não melhorava Lois decidiu procurar ajuda profissional em abril de 2018.

-Publicidade-

Na primeira consulta, foi dito a jovem que a dor vinha do nervo ciático – que vai dos quadris até os pés. Sem maiores preocupações, Lois continuou com as práticas que costumava ter. Foi então que, em uma consulta de rotina, meses depois, um médico sugeriu que ela fizesse uma ressonância magnética. No exame, os médicos descobriram um crescimento anormal na pélvis e, em agosto de 2018, ela recebeu um diagnóstico devastador – ela tinha neuroblastoma.

De acordo com o jornal The Sun, neuroblastoma é uma forma extremamente rara de câncer, geralmente vista apenas em bebês e crianças pequenas – e afeta cerca 100 crianças no Reino Unido a cada ano. Os médicos, consequentemente, ficaram impressionados com a jovem, que recebeu o diagnóstico aos 19 anos e logo a indicaram o tratamento imediato no University College London Hospital (UCLH).

-Publicidade-

“Eles começaram a me contar sobre todos os planos de tratamento, na época eu não entendia uma palavra. E então recebi um telefonema na manhã seguinte pedindo para entrar naquele dia. Disseram-me: ‘O médico quer que você seja internada porque seu tumor está muito próximo da medula espinhal e ele quer poder fazer esses testes rapidamente'”, contou Lois ao jornal.

De setembro a novembro daquele ano, Lois fez dez sessões de quimioterapia e estava se planejando para fazer um transplante de medula óssea no segundo aniversário da filha. Mas, quando o momento finalmente chegou, não havia leitos suficientes na UTI e ela precisou receber mais quimioterapia. Tempos mais tarde, no entanto, a jovem foi internada com sepse neutropênica – uma complicação potencialmente fatal.

“Depois disso, minha operação não pôde continuar porque meu coração não estava forte o suficiente devido a uma infecção tão ruim”, disse ela. “Então, meu médico mudou todo o plano e fui fazer meu transplante de medula óssea – que doei a mim mesma em fevereiro – e passei apenas três semanas no hospital”.

Enquanto a mãe estava no hospital, Lexi ficou sob os cuidados da avó e, graças a instituição de caridade CLIC Sargent, elas conseguiram ficar perto da jovem, em uma casa próxima ao hospital, fornecida pela instituição. “Durante todo esse tempo, essa casa foi o nosso pequeno lar. No começo, eu não queria ficar lá porque achava diferente a vida de Lexi, mas a queria por perto e essa era a melhor solução, que era tão boa. Era o lugar mais bonito para ela.”, contou ao The Sun.

Após o transplante no início do ano passado, Lois passou por outra cirurgia, radioterapia e imunoterapia antes de terminar o tratamento em novembro. Ao longo do ano de tratamento, ela foi apoiada por Sarah, a assistente social do CLIC Sargent. “Ela ajudou todo mundo”, disse Lois. “Sarah estava lá o tempo todo, ela estava sempre a um WhatsApp de distância. Eu tive muita sorte de que a mesa dela estava literalmente ao lado do meu médico. Se eu tivesse alguma preocupação durante a semana, ela iria perguntar a ele. Tudo passou por Sarah e ela lidou com tudo”.

Durante o tratamento, Lois não queria que Lexi fosse visitá-la muitas vezes, por estar muito doente ou fraca e, por isso, ficou um bom tempo sem vê-la. “O mais difícil foi quando eu estava no hospital, quando estava realmente doente e só queria abraçá-la”, disse.  “Quando ela tinha cerca de dois anos, eu não queria que ela entrasse no hospital, afinal, lá não é um lugar para crianças de dois anos, não é o lugar ideal para nenhuma criança“. Durante a pandemia, a mãe e a filha estão aproveitando o isolamento social para ficarem unidas como nunca.

-Publicidade-