Mãe afegã luta para reencontrar os filhos após atentado em aeroporto: “Preciso deles de volta”

A mulher foi separada dos filhos após o ataque terrorista em Cabul. O menino foi atingido por por estilhaços da explosão de uma bomba suicida, que matou seus familiares

Resumo da Notícia

  • Após um atentado terrorista no aeroporto de Cabul, uma mãe afegã foi separada dos 2 filhos
  • O menino de apenas 2 anos, foi atingido por estilhaços na explosão de uma bomba suicida
  • Em Londres, a mãe faz de tudo para reencontrar os filhos e os sobreviventes da família

Após um atentado terrorista no aeroporto de Cabul, uma mãe afegã foi separada dos 2 filhos, na última semana. O menino Muhammad Raza, de apenas 2 anos, foi atingido por estilhaços da explosão de uma bomba suicida, que matou o pai, Sultan e o avô, Miraj. Desesperada, Basbibi faz de tudo para reencontrar as crianças.

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Momentos antes do ataque, que matou pelo menos 170 pessoas, Basbibi foi conduzida por soldados britânicos para um voo de emergência da Força Aérea Real para fora do Afeganistão. De acordo com o portal The Sun, a família havia recebido permissão para embarcar, mas após o atentado, os soldados obrigaram Basbibi a embarcar, deixando as crianças para trás. Segundo ela, em meio ao caos, as tropas se recusaram a deixá-la voltar. Por causa disso, ela ficou sem saber se a família havia sobrevivido.

Após o atentado, o menino foi levado ás pressas para um hospital infantil, onde cirurgiões removeram estilhaços do abdômen e fecharam o rasgo no intestino do menino. Basbibi implorou: “Eu preciso de meus filhos de volta. Não posso fazer nada sem eles. Muhammad precisa de sua mãe com ele para que ele possa melhorar”.

Muhammad Raza foi atingido por estilhaços na explosão de uma bomba Foto: Reprodução/ The Sun/ Jerome Starkey)

Agora em Londres, a mãe faz de tudo para reencontrar os filhos. Ela disse: “Estou desesperado para me reunir com meu bebê. Estou rezando para que o governo britânico possa fazer algo para trazê-lo aqui e salvá-lo. O resto da minha família sobrevivente também. Eu também tenho uma filha de cinco meses que ainda está por aí que não ficou ferida”, disse Basbibi. No entanto, um funcionário do Ministério da Defesa disse que Muhammad não estava bem para voar e que eles não podiam correr o risco de levá-lo de avião para o Reino Unido.

Ela desabafou: “Palavras não podem explicar o que estou sentindo. Ainda estou em choque com a bomba. Só consigo pensar em trazer Muhammad comigo para um lugar seguro, para que ele possa receber o melhor tratamento médico. Sou grata por estar viva, mas há muita dor e mágoa emocional para lidar”.