Mãe desabafa após filho de 6 anos ser acusado de furto: “Estou com medo dele ficar traumatizado”

O segurança do estabelecimento abordou a família sem apresentar provas de que o menino havia furtado os objetos adquiridos pela mãe

Resumo da Notícia

  • Maria de Fátima Maurício de Oliveira e o filho de 06 anos enfrentaram uma situação desconfortável
  • Ambos foram abordados por um segurança que acusou o menino de furto
  • A mãe busca justiça pelo ocorrido

Maria de Fátima Maurício de Oliveira, de 28 anos de idade, enfrentou uma situação desconfortável na tarde de quarta-feira, dia 01 de dezembro, após sair de uma loja de utilidades em Valparaíso, no estado de Goiás, com o filho de apenas 6 anos. De acordo com ela, o menino ficou muito abalado após ser abordado pelo segurança do estabelecimento que o acusou de furto.

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Durante entrevista cedida à coluna Grande Angular, a mulher e o filho, Artur Miguel Siqueira de Oliveira, compraram na loja brinquedos, lápis de olho, rímel e delineador. Porém, quando eles estavam no estacionamento de um supermercado vizinho, foram abordados por um homem que fez a acusação sem apresentar provas.

A mulher comprou os objetos que foram considerados roubados por parte do segurança
A mulher comprou e emitiu nota fiscal dos objetos que foram considerados roubados por parte do segurança (Foto: Reprodução Arquivo Pessoal/Metrópoles)

“Eu parei, estava com as sacolas na mão, e o segurança falou que viu o meu filho colocando um lápis de olho dentro da sacola. Eu perguntei para meu filho e ele negou. Peguei todas as sacolas e coloquei no chão para olhar. Tirei tudo de lá e o segurança realmente viu que não tinha nada roubado. Chegou o chefe da segurança e eu mostrei o cupom fiscal para conferir. Várias pessoas estavam passando na rua na abordagem. Meu filho começou a chorar e eu também”, relembrou Maria de Fátima.

Nas redes sociais, uma testemunha contou que presenciou a situação e criticou a forma como mãe e filho foram abordados pelo segurança. “Me doeu. Ela colocou as coisas no chão do estacionamento e logo viu o constrangimento que estava passando”, escreveu a mulher. Transtornado com a acusação, Maria contou que o filho não queria mais sair de casa porque o segurança “falou que ele roubou”. “Hoje, meu filho acordou me falando que não roubou nada. Estou com medo dele ficar traumatizado. Eu nunca passei por uma humilhação dessa”.

Agora, a mãe de Arthur busca meios legais para mover futuras ações contra a empresa. “Ela se sentiu humilhada em público e teve que colocar todas as compras que tinha feito no chão, sob acusação caluniosa de que o filho dela de 6 anos teria furtado um lápis de olho. Cabe uma indenização por dano moral e material, caso a criança venha a precisar de tratamento psicológico, além de condenação por calúnia”, afirmou o advogado Adryanno do Vale Silva Moraes.