Mãe busca justiça para denunciar babás que queimaram a mão da filha: “Ela estava desesperada de dor”

A bebê de 1 ano e quatro meses ficou com a mão direita queimada por imersão de água quente

Resumo da Notícia

  • Uma mãe recorreu à justiça para registrar os maus-tratos contra a filha
  • A bebê de 1 ano e quatro meses sofreu queimaduras enquanto estava sob cuidados de duas babás
  • A mulher alegou que ambas sempre foram carinhosas com a menina

Uma mãe de 32 anos, que pediu para não ser identificada, recorreu à justiça de Campo Grande para registrar os maus-tratos contra a filha, de um ano e quatro meses de idade, que teve a mão direita queimada com água quente provocadas, de acordo com ela, por duas babás da menina. 

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De acordo com a mulher, no dia que descobriu a queimadura no corpo da bebê, a mãe da vítima afirmou que chegou mais cedo para buscar a criança e não chegou a avisar com antecedência a cuidadora, que ficava com a filha ficava em período integral.

“Naquele dia específico cheguei mais cedo do serviço e escutei o choro da minha filha, ela estava desesperada de dor pela mão queimada. Levei ela em vários pediatras, eles disseram que a mão dela foi imersa em água fervendo”, contou a mãe com exclusividade ao portal de notícias do G1.

A queimadura da bebê foi comprovada por laudo médico
A queimadura da bebê foi comprovada por laudo médico (Foto: Reprodução Arquivo Pessoal)

Inconformada, a mãe da criança disse que questionou as funcionárias sobre a vermelhidão na pele da filha. “Ela disse que esquentou água para a banheira e colocou a mão, o que não faz sentido porque não havia queimado a palma. Ela já falou umas quatro versões diferentes, eu não sei o que de fato aconteceu com a minha filha”, desabafou.

A mulher continuou o relato ao afirmar que ambas as babás se mostraram sempre carinhosas com a menina. “Éramos vizinhas há seis anos, elas eram pessoas que se mostraram ser corretas e se ofereceram para cuidar da minha filha, somos vizinhas há seis anos. Nunca desconfiei de nada, e o pior é que a minha filha não falava, então é revoltante isso, ela sofria maus-tratos constantes, nunca vi nada de errado, pareciam pessoas de bem”, apontou.

No momento, o caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA). A mulher ainda comprovou as lesões por imersão, causadas intencionalmente, “podendo caracterizar maus-tratos”, graças ao laudo produzido pelo Instituto Médico e Odontológico Legal (Imol).