Mães de alunos doam alimentos para famílias carentes da escola

O projeto começou após saberem que alguns colegas dos filhos enfrentavam dificuldades financeiras em casa

Resumo da Notícia

  • Mães doam alimentos para famílias carentes
  • O projeto foi iniciado após descobrirem que haviam muitos alunos em condições financeiras precárias em casa
  • Comerciantes das feiras locais ajudam com doações

Um grupo de mães dos alunos do Centro Educacional Unificado (CEU), de São Paulo, fizeram um projeto com o intuito de ajudar as famílias de outros alunos da instituição, que passam por dificuldades financeiras em casa.

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Os comerciantes de uma feira no bairro de Pedreira, fizeram parceria com o projeto, doando frutas, verduras e legumes. As mulheres passam para coletar os alimentos e doar para quem necessita de ajuda. A iniciativa veio após notar que muitas pessoas foram afetadas com a crise econômica após a pandemia da Covid-19. O assunto foi colocado em pauta em uma reunião de pais com as turmas do 9º ano.

“Buscamos alguma forma de amenizar o problema. Como não temos verbas, pensamos em fazer essa ponte entre quem pode doar e quem precisa receber”, afirmou Fernanda Machado, mãe de alunos do CEU e líder do projeto.

Mães ajudam famílias carentes
Mães ajudam famílias carentes (Foto: Reprodução / Ricardo Matsukawa / UOL)

Em todas as entregas, os professores também ajudam. As doações são realizadas todas às sextas-feiras e domingos. “Na pandemia foi muito difícil, porque antes aparecia mais trabalho e eu conseguia fazer até R$ 400 por semana [limpando casa]. Agora não chego a fazer isso no mês”, disse Rosenilda Damaccena, uma das colaboradoras.

Cirlene dos Santos, de 41 anos, é mãe de um dos alunos que teve sua família afetada pela pandemia da Covid-19. Ela contou que antes do projeto realizado pelas mães, ela só comia “arroz, feijão e olhe lá”. “Carne a gente não vê há muito tempo e até o que vende na feira fica caro pra comprar no dia a dia. Pra quem é vulnerável, essas ajudas mantêm a gente vivo”, acrescentou.

O caso da Marinalva Silva, de 56 anos, não foi diferente. Ela contou que acabou ficando desempregada e que a renda da família é quase zero. “A gente viveu de ajuda do começo da pandemia até agora também. Meus dois netos moram comigo, então não dá pra deixar faltar um alimento, mesmo que seja pouquinho. Aceitamos todas as doações”, disse ela.