Mãe de Henry, Monique Medeiros, é presa novamente à pedido da Justiça

A mãe da criança e o padrasto são reús pela morte do menino

Resumo da Notícia

  • Justiça determinou que Monique Medeiros volte para a cadeia
  • Mãe da criança e o padrasto, o ex-vereador Jairinho, são reús pela morte de Henry
  • Monique estava solta, apenas usando tornozeleira eletrônica

Nesta terça-feira, 28 de junho, a Justiça determinou que Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, volte para a cadeia. Segundo o G1, desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, foi o responsável pela volta da mulher à prisão.

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Monique estava solta, apenas usando tornozeleira eletrônica, por causa de uma decisão feita em abril pela 2ª Vara Criminal do Rio. O desembargador decidiu acatar um recurso do Ministério Público e ir contra essa decisão, e, por isso, ela será encaminhada ao Batalhão Especial Prisional da Polícia Militar do Rio.

A mãe da criança e o padrasto, o ex-vereador Jairinho, são reús pela morte de Henry, e, segundo a polícia, o ex-vereador torturou o menino com a mãe sabendo.

Leniel também desabafou
Leniel também desabafou
(Foto: Reprodução/ Instagram)

O pai de Henry, Leniel Borel, comemorou a volta da ex-mulher à prisão: “O sentimento é de justiça sendo feita. Respeitamos a decisão [anterior, que concedeu a prisão domiciliar], mas não concordamos. Graças a Deus temos o Ministério Público, o promotor Fábio Vieira. A decisão foi por unanimidade e não tinha nada de novo”.

Leniel completou falando que busca justiça por seu filho, que foi assassinado no dia 8 de março de 2021, quando tinha apenas 4 anos. “Os desembargadores dizem que foi uma decisão [da primeira instância] híbrida e confusa, unidirecional. A Justiça não estava sendo feita. E não estou falando só do Leniel como pai, mas como cidadão. Eu luto todo dia por justiça pelo meu filho, para que a verdade apareça… Um ano e 4 meses… Talvez aqueles dois nunca falem”, completa o pai do menino.

A decisão da juíza Elizabeth Machado Louro, para que Monique saísse da cadeia, implicava que a acusação contra a mãe do menino não apontava “violência extrema” e que “não havia  nenhuma indicação de que a requerente tenha visto sequer qualquer dos atos violentos”.

Apesar disso, a decisão da juíza foi contrária ao Ministério Público, que recorreu. Os promotores afirmarem que não existe nenhum embasamento legal que permitia a troca entre a prisão preventiva pela prisão domiciliar. Além disso, apontaram que Monique teve envolvimento com as redes sociais.