Mãe de Isabella Nardoni desabafa sobre caso Henry: “Nada vai mudar a tristeza desse pai”

O caso Nardoni chocou o Brasil ao vir à tona – assim como o do menino Henry. Logo após prestar solidariedade à Leniel Borel, pai do menino, Ana Carolina Oliveira desabafou sobre toda a situação

Resumo da Notícia

  • Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, entrou em contato com o pai de Henry Borel para prestar solidariedade
  • O caso Nardoni e o caso Henry Borel estão sendo comparados por causa da semelhança dos acontecimentos
  • "Sei que nada, absolutamente nada, vai mudar a tristeza desse pai, mas podemos oferecer ao menos um alento"

Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, que perdeu a vida nas mãos do pai e da madrasta, prestou solidariedade ao pai do menino Henry Borel, Leniel Borel, após a repercussão do caso e desdobramento das investigações para entender o que havia acontecido com a criança e descobrir quem foi culpado pelo crime.

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O caso de Henry Borel está sendo comparado ao de Nardoni, ao qual Ana Carolina assiste e comenta como “repetição da crueldade” que a filha sofreu. Em entrevista ao Globo, a administradora contou que entrou em contato com Leniel para prestar sua solidariedade. “Sei que, quando recebemos uma mensagem de apoio de uma pessoa que já passou por algo semelhante, dá um conforto. Também sei que nada, absolutamente nada, vai mudar a tristeza desse pai, mas podemos oferecer ao menos um alento para seu coração”, explicou.

Hoje, Ana Carolina é casada e tem dois filhos, um de 4 anos e outro de 1. “Decidi me aproximar e mandar uma mensagem para dar uma palavra de apoio minha e também de tantas pessoas que o estão apoiando nesse momento tão difícil”, ela contou ao portal.

Leniel recebeu o apoio de Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni (Foto: Reprodução/ G1)

De acordo com Ana Carolina, ela entrou em contato com uma pessoa que tinha o número de telefone de Leniel e mandou a mensagem de apoio. Com essa aproximação, a administradora não quis aparecer no caso, mas sim mostrar que também quer que “a Justiça seja feita”. “Só falei que eu estava do lado dele e que ele precisa ter forças porque tenho certeza, depois de tudo o que vivi, que nossos filhos tinham um propósito de vida, tinham mensagens a deixar para o mundo. Nós achamos que tamanha crueldade, tamanha comoção não são à toa”, disse.

Mesmo com a aproximação, ela foi discreta e não entrou em detalhes no caso. “Posso te dizer que, no meu caso, passei 3 meses consecutivos com a minha história estampada em todos os jornais, sem parar, com um fato novo a cada dia. E eu sei o quão torturante é isso. É muito difícil toda essa exposição”, desabafou.

Ainda em entrevista ao portal, Ana Carolina contou o motivo de traçarem um paralelo do caso Nardoni com o caso Henry Borel. “Muitas pessoas estão comparando nossos casos por se tratar de uma família, um casal, de crianças com idades próximas, além da repetição do grau de crueldade e de supostas mentiras”, ela explicou. “Mas o que me choca é ver, de novo, quem deveria cuidar, zelar, dar amor e atenção, não fazer isso”.

Ela contou que já chorou muito ao lado da mãe enquanto discutiam sobre o caso do menino Henry. “É uma mistura de tristeza e de raiva. Um sentimento que não dá para explicar”. Ana Carolina disse que uma das partes mais duras da perda é relembrar bons momentos “justamente porque percebemos o tamanho da monstruosidade que aconteceu”.