Mãe de jovem grávida que foi morta por tiro de policial critica postura de promotor: “Desumano”

Kathlen Oliveira Romeu de apenas 24 anos, morreu no dia 8 de junho por um tiro de fuzil que foi comprovado ter vindo de um policial, até hoje o responsável não foi preso

Resumo da Notícia

  • Kathlen Oliveira Romeu morreu no dia 8 de junho por um tiro de fuzil
  • A jovem de 24 anos estava grávida de 3 meses quando foi morta
  • Até hoje não prenderam ninguém pelo crime, e a mãe da jovem está revoltada

A jovem Kathlen Oliveira Romeu, 24, morreu no dia 8 de junho por um tiro de fuzil. Segundo testemunhas o disparo veio de um policial militar, que segundo as investigações não foi identificado. O Ministério Público denunciou 4 policiais por adulterar a cena do crime e mentir em depoimentos, além de um oficial que se omitiu diante da ação dos subordinados

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Jackeline Lopes convive há 10 meses com a saudade da filha. Mesmo após investigações concluírem, em dezembro, que Kathlen Romeu foi morta por um tiro que partiu de um PM e que policiais fraudaram a cena do crime, o MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) ainda não denunciou ninguém à Justiça pelo homicídio.

Grávida de três meses, a designer de interiores foi atingida em 8 de junho por um tiro de fuzil no tórax durante ação policial no Complexo do Lins, na zona norte carioca. Jackeline critica o promotor responsável pela investigação, Alexandre Murilo Graça, pela postura durante um encontro entre os dois e pela demora na solução do caso: “Ele foi frio, seco e, arrisco dizer: desumano”.

Tiro que atingiu jovem grávida foi disparado por policial
Tiro que atingiu jovem grávida foi disparado por policial (Foto: Reprodução/Instagram)

Em nota enviada via MP-RJ, Graça afirmou que tem “compromisso em elucidar o caso” e que compreende “o sentimento de dor de uma mãe”. O promotor é responsável por casos midiáticos, como a Chacina do Fallet —em que 13 jovens morreram— e a investigação de suposta rachadinha no gabinete do vereador do Rio Carlos Bolsonaro (Republicanos).

Questionado na ocasião se via problema em comparecer a um evento de uma pessoa relacionada à família Bolsonaro, o promotor disse ao jornal O Globo que “não há, no Código de Processo Penal, impedimento legal em relação à situação”. Poucos dias após a morte de Kathlen, o promotor se disse “disponível para dúvidas” e pronto para a denúncia, dependendo apenas da reconstituição. Mas, três meses depois, o teor da conversa foi outro, segundo relatou Jackeline ao UOL.