Mãe de jovem que foi morta prensada por ônibus pede justiça pela filha: “Pagar pelo o que fez”

Maria Joyciane Ferreira da Silva, 20 anos, foi morta no último sábado prensada por um ônibus em Fortaleza. A família agora pede pela justiça da jovem, e que o motorista seja punido

Resumo da Notícia

  • Maria Joyciane Ferreira da Silva, 20 anos, foi morta no último sábado prensada por um ônibus
  • A jovem estava esperando na porta de um terminal em Fortaleza, quando o motorista a prensou contra a grade
  • A família agora pede pela justiça da jovem, e que o motorista seja punido

Maria Joyciane Ferreira da Silva, 20 anos, foi morta no último sábado prensada por um ônibus na porta de um terminal em Fortaleza. A família agora pede pela justiça da jovem, e que o motorista seja punido. O corpo da jovem foi sepultado na manhã da última segunda-feira em Maranguape, região metropolitana de Fortaleza.

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“A gente perdeu nossa filha por crueldade, não precisava ter sido desse jeito. Ele [motorista] poderia ter evitado, a minha filha foi morta cruelmente, ela ainda pediu socorro e ele não parou, a gente quer justiça para que isso não aconteça mais, para que outra família não venha a sofrer o que a gente tá sofrendo”, disse Samara Lúcia Rodrigues Ferreira, uma das tias de Joyciane, que a criou como filha, ao Diário do Nordeste.

A jovem foi prensada por um ônibus na grade do terminal
A jovem foi prensada por um ônibus na grade do terminal (Foto: Reprodução/Letícia Lima/SVM/Diário do Nordeste)

Segundo esclareceu Maura Lúcia Ferreira – tia, também identificada como mãe, a ocorrência se deu quando Joyciane saía do terminal para pegar outra condução na Avenida General Osório de Paiva, com destino à Maranguape, onde morava. A família questiona a direção perigosa por parte do motorista do ônibus e pede que o profissional seja afastado das funções.

“O ônibus quando vem não precisa passar rasgando aquela grade, e ele passou rasgando, machucando ela. Porque ele não parou? ela é um ser humano”, disse Maura. “É uma irresponsabilidade muito grande, ele tem que pagar pelo que ele fez, não tem condição de dirigir ônibus”, acrescentou Maria Euziane Martiniano , mãe biológica da vítima.

Os parentes alegaram, ainda, que não receberam qualquer assistência da empresa de ônibus responsável pelo veículo e do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus).  A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que a Polícia Civil do Ceará “apura as circunstâncias da morte” de Maria Joyciane.