Mãe de jovem que morreu após fazer cirurgia plástica se pronuncia sobre ocorrido

Júlia Moraes Ferro, de 29 anos, faleceu após complicações de um procedimento de lipoaspiração e e implantação de silicones em Minas Gerais. Por causa disso, a mãe de Júlia, Patrícia Carneiro de Moraes, falou sobre o ocorrido

Resumo da Notícia

  • Mãe de jovem que morreu após fazer cirurgia plástica se pronuncia sobre ocorrido
  • Júlia Moraes Ferro, de 29 anos, faleceu após complicações de um procedimento de lipoaspiração e e implantação de silicones em Minas Gerais
  • Por causa disso, a mãe de Júlia, Patrícia Carneiro de Moraes, falou sobre o ocorrido

No dia 23 de abril deste ano, Júlia Moraes Ferro, de 29 anos, faleceu após complicações de um procedimento de lipoaspiração e e implantação de silicones em Minas Gerais. Agora, meses depois o ocorrido, a mãe de Júlia, Patrícia Carneiro de Moraes, se pronunciou para o portal Correio Braziliense.

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Patrícia esclareceu que Júlia tinha o antigo sonho de realizar procedimentos cirúrgicos estéticos. “Júlia sempre foi muito vaidosa, gostava de cuidar de si e da beleza dela. Desde adolescente já falava comigo que queria colocar silicone. Agora, com independência financeira, era o momento oportuno para ela”, relembrou a mãe.

Com uma filha jovem e saudável, Patrícia jamais imaginaria que o sonho acabaria em tragédia. Ao todo, as cirurgias ficaram em torno de R$ 20 mil, e Júlia foi aprovada em todos os exames clínicos pré-operatórios que realizou. Patrícia contou ainda que sabia do silicone, mas que desconhecia que Júlia faria lipoaspiração.

Patrícia se pronunciou sobre a morte da filha (Foto: Reprodução/ Youtube)

““Se eu soubesse da lipo eu não tinha aprovado, acho muito perigoso. Ela não tinha gordura quase nenhuma, era esbelta, não precisava daquilo. Eu não sabia disso, em nenhum momento me contou. Acredito inclusive que pode ter sido uma proposta de última hora feita pela clínica para que ela fizesse a lipo. Júlia sempre me conta tudo, não havia porque esconder a lipo”, admitiu ela.

Patrícia contou ainda que, após 6 horas de procedimento cirúrgico, Júlia foi diretamente encaminhada para o Centro de Terapia Intensiva (CTI) do hospital Mater Dei, em Minas Gerais. ““Os médicos me falaram que o quadro dela era irreversível. Me falaram que, se ela sobrevivesse, iria vegetar. (…) No dia 23 de abril, Júlia teve morte encefálica após uma parada cardiorrespiratória. Eu acredito que ela possa ter morrido na mesa de cirurgia da clínica de estética. É isso que tira a nossa paz, eu quero e vou esclarecer tudo. Uma jovem que entra saudável e sai morta? Não aceitamos”, desabafou Patrícia. A mãe de Júlia contou que a filha foi para a cirurgia acompanhada da tia. Contudo, a mulher foi impedida de ver a sobrinha depois da cirurgia, de acordo com os médicos, porque Júlia não queria que a vissem com os curativos. Patrícia, entretanto, não acredita nesta versão da história.

“É mentira! Eu conheço a minha filha e ela jamais ia impedir que a tia entrasse”. O hospital no qual Júlia realizou o procedimento estético se pronunciou em nota, alegando “(…) como já é da nossa rotina de cuidados, esclarecemos que toda assistência à Julia foi prestada, tanto nos momentos pré e pós-operatórios, quanto no decorrer do procedimento”. A Clínica responsável pela cirurgia plástica de Júlia emitiu uma nota oficial no Instagram. Confira abaixo:

A Clínica se solidariza com os familiares de Júlia Moraes Ferro e somos a principal interessada no esclarecimento de todos os fatos. A vida e bem-estar das nossas pacientes é prioridade e jamais estivemos diante de tamanha fatalidade.

Em casos como este, a parte médica fica em posição de extrema vulnerabilidade para demonstrar publicamente a verdade, tendo em vista que para comprovar a correta conduta seria necessário publicar dados, fornecer prontuário e exames da paciente, o que somos vedados em razão do sigilo médico.

Como já é da nossa rotina de cuidados, esclarecemos que toda assistência à Julia foi prestada, tanto nos momentos pré e pós-operatórios, quanto no decorrer do procedimento. Júlia apresentou exames que comprovaram plenas condições para a realização da cirurgia e foi informada quanto aos riscos que todo procedimento médico invasivo apresenta.

Durante e após a cirurgia, a paciente foi o tempo todo assistida pela equipe médica composta, inclusive, por médica anestesista que esteve integralmente ao lado da paciente. O prontuário de Júlia foi entregue imediatamente no ato da solicitação feito pela família”.

A Clínica emitiu uma nota oficial (Foto: Reprodução/ Youtube)