Mãe de menina que foi agredida em Portugal diz que está tentando trocar filha de escola

Antônia Melo disse que não sabe como irá arcar com as despesas judiciais após a violência que a menina sofreu

Resumo da Notícia

  • Uma menina de 11 anos foi agredida em Portugal
  • A menina sofreu bullying na sala de aula
  • A mãe está tentando trocar a filha de escola após o caso

Uma menina de 11 anos foi vítima de bullying e agredida dentro da escola EB 2,3 Dr Ruy D’Andrade, instituição de ensino pública da cidade de Entroncamento, no último dia 4. A mãe da menina, Antônia Melo, disse que já está tomando as providência de trocar a filha de escola.

-Publicidade-

“A escola entrou em contato comigo e disse que as medidas estão sendo tomadas. Me chamaram hoje para falar das faltas da minha filha, já que ela não está indo para a escola. Já manifestei o meu interesse em ela ser trocada de colégio”, pontua Antônia, em conversa com o UOL.

A garota passa por acompanhamento psicológico e a mãe, que tinha escolhido morar em Portugal para fugir da violência no Brasil, ainda estuda como vai acionar a Justiça para resolver o caso, já que não tem o dinheiro que um processo judicial demandaria.

As cenas da briga são fortes
As cenas da briga são fortes (Foto: Reprodução/YouTube)

“Ainda estou sem chão, sem meios, sem saber o que fazer juridicamente. Aqui, a Justiça acaba sendo cara, tem os custos a serem pagos. Eu saí do Brasil para ser só mais uma assalariada. Hoje eu recebo, pago minhas despesas e vivo bem, mas se eu tiver despesas altas é mais complicado de ficar administrando.”, disse a mãe.

Antônia morava em São Gonçalo (RJ) e conheceu Portugal em 2016, fazendo turismo. Ela se apaixonou após fazer uma viagem de norte a sul do país. Ela voltou para o país, se programou e, dois anos depois, levou o marido para conhecer Portugal, decidindo morar lá pensando na segurança como principal fator, no Rio de Janeiro, o marido sofreu dois roubos ao carro em um mesmo mês.

O caso de violência sofrido pela criança na escola fez com que ela considerasse, momentaneamente, deixar a Europa, ideia que logo descartou. Em resposta à imprensa portuguesa, a Direcção do Agrupamento de Escolas (AE) do Entroncamento informou que um inquérito foi instaurado para averiguar o ocorrido. A escola informou que “medidas estão sendo tomadas” em relação às agressoras menores de 18 anos.