Mãe de menino agredido no meio da aula online presta depoimento

O menino de 13 anos foi atacado pelo padrasto durante a transmissão para a classe e imagem foi registrada. O adolescente foi encaminhado para o auxílio psicológico e a mãe prestou depoimento em Erechin, RS, nesta sexta feira, 23 de abril

Resumo da Notícia

  • Menino de 13 anos é agredido pelo padrasto enquanto assiste aula online e vira inquérito em Erechin, no Rio Grande do Sul
  • O menino já foi encaminhado para atendimento psicológico enquanto a mãe presta depoimento
  • A agressão ocorreu no último dia 12 de abril e tanto a investigação quanto o depoimento seguem em sigilo

Um menino de 13 anos foi agredido pelo padrasto durante a aula online em Erechin, no Rio Grande do Sul, no último dia 12 de abril. A situação aconteceu ao vivo e foi registrada pelo sistema que a escola do menino utilizava para a transmissão de aulas remotas. O vídeo foi investigado pela polícia e a mãe do jovem prestou depoimento na última terça feira, 20 de abril.

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Mãe de menino agredido no meio da aula online presta depoimento (Foto: Reprodução)

O menino já foi encaminhado para atendimento psicológico e a investigação segue em sigilo e sem divulgação dos nomes da família para preservar a vítima. De acordo com a entrevista com delegada que conduz o caso ao G1, Raquel Kolberg: “A mãe foi ouvida e o menino foi encaminhado para exame de lesões e avaliação psicológica. A polícia aguarda o retorno dos atos para a conclusão do inquérito”.

Além disso, a delegada ainda confirmou que a mãe contou a polícia como era a dinâmica da família, bem como confessou não estar em casa no momento do evento – mas que o homem deixou a residência assim que a polícia deu início à investigação. O processo começou com a denúncia da escola ao Conselho Tutelar e a própria mãe do jovem, que procurou a polícia.

O vídeo que contém o registro da agressão foi tirado do ar pelo próprio conselho e a investigação segue em sigilo para a proteção da vítima – que é menor de idade. Também em entrevista ao portal G1, Ademir da Rosa, conselheiro tutelar, relembra que essa é uma realidade mais comum do que parece e relembra da importância de se atentar a esses sinais: “Qualquer suspeita de maus tratos, agressão física e abuso – não deixe de denunciar. Denuncie!”, e ainda desabafa, “Nós estamos vivendo um momento de pandemia e muitos casos que acontecem nem chegam ao conhecimento do conselho tutelar e das autoridade.”