Mãe de mulher morta a tiros no Rio de Janeiro lamenta perda: “Por que fizeram isso?”

Gabrielle Ferreira da Cunha, 41, morreu baleada em Chatuba na manhã de ontem (25). Os familiares participaram do velório da mulher e a mãe se questionou o porquê da morte da filha

Resumo da Notícia

  • Gabrielle Ferreira da Cunha, 41, morreu baleada em Chatuba na manhã de ontem (25)
  • Os familiares participaram do velório da mulher e a mãe se questionou o porquê da morte da filha
  • A moradora morreu durante operação da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal

Gabrielle Ferreira da Cunha, 41, morreu baleada em Chatuba na manhã de ontem (25). Os familiares participaram do velório da mulher e a mãe se questionou o porquê da morte da filha. A moradora morreu durante operação da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal, na Vila Cruzeiro, próximo à região. A PM alega que o tiro que a atingiu foi de longo alcance.

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No velório, a mãe da cabeleireira, Divone Ferreira da Cunha, 72, lamentou e chorou durante o tempo todo a morte da filha, junto do neto de 17 anos. “Deus, receba a minha filha em bom lugar”, disse. “Por que fizeram isso com a minha filha? Por quê? Eu te amo muito”.

A jovem foi morta a tiros em uma operação policial no Rio de Janeiro
A jovem foi morta a tiros em uma operação policial no Rio de Janeiro (Foto: Getty Images)

Em entrevista ao jornal O Globo, Divone descreveu a filha como “uma pessoa de bem com a vida” e relatou que recebeu a notícia quando estava em casa com o neto em Petrópolis, que havia ido para lá no dia anterior à operação. “Não quero saber de onde veio a bala. O que não deveria acontecer, aconteceu, que foi a minha filha morrer. Agora, estou aqui enterrando ela”.

A mãe contou que a filha não deixava de correr atrás dos objetivos e resolver os próprios problemas. “A minha filha era uma pessoa autêntica. Não deixava de resolver seus problemas. Uma pessoa que não negava a cor. Ela tinha sangue de baiana. Pessoa amorosa, alegre, feliz”.

Gabrielle morava no Rio de Janeiro há 18 anos e se mudou de Petrópolis a fim de melhores condições de vida ao engravidar do filho. A arquiteta Monique Ferreira da Cunha, 42, também tem boas lembranças da vítima. “Ela gostava de morar na Penha. Ela não via perigo, até porque sempre morou no centro da Penha. Ela morava na Chatuba há pouco tempo. Só foi para a comunidade porque teve dificuldades financeiras durante a pandemia“.

Monique afirmou que começou a se preocupar após ela não atender o telefone. “Eu comecei a ver na televisão o que estava acontecendo e liguei para o filho dela. Fiquei muito preocupada porque ele não atendeu. Em seguida, ele retornou e disse que não estava em casa. Começamos a ligar para ela, e nada. Foi aí que notamos que poderia ser ela. A minha tia foi até o Rio e reconheceu o corpo”.