Mãe de vítima da boate Kiss pede mudanças de infraestrutura às casas noturnas: “Que não aconteça nunca mais”

Nesta quarta-feira, iniciou o julgamento dos réus da tragédia da boate Kiss, em Porto Alegre. Ligiane Righi da Silva esteve presente no local e afirma que não deseje que outros pais passem pela mesma situação

Resumo da Notícia

  • Iniciou o julgamento dos réus da boate Kiss nesta quarta-feira, 1 de dezembro, em Porto Alegre
  • Mãe de uma das vítimas se pronunciou e quer mudança na legislação das casas noturnas
  • Ela afirmou que não deseja que outros pais passem pela mesma situação

Nesta última quarta-feira, 1 de dezembro, iniciou-se o julgamento dos réus da tragédia da boate Kiss, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Diante do processo, Ligiane Righi da Silva, mãe de uma das vítimas que estavam presentes no local, afirmou que a legislação que regula o funcionamento das casas noturnas, se relacionando a uma melhor administração logística desses ambientes.

-Publicidade-

“Espero que os empresários da noite mudem. Os jovens querem sair, e pouca coisa mudou de lá para cá. Que eles possam sair de casa e que os pais tenham esperança de que eles retornem”, disse. “Eu esperava que minha filha voltasse. Isso vai acontecer com mais quantos pais?”, questionou ela. Ligiane é mãe de Andrielle da Silva, de 22 anos, que faleceu no local do incêndio.

Mãe de Andrielle Silva, vítima da boate Kiss
Mãe de Andrielle Silva, vítima da boate Kiss (Foto: Reprodução / R7)

Ela e outros familiares que presenciaram no julgamento, desejam a condenação dos culpados. Afinal, acreditam que não foram tomados cuidados necessários para evitar o incêndio. Em especial, a infraestrutura do local e de outras boates, como: teto de espuma, poucas saídas de incêndio e mal sinalizadas. “Tem que ter segurança”, disse.

“Para mim, justiça é que o que aconteceu não aconteça nunca mais”, acrescentou. Ela afirmou que se houvesse uma melhor logística a respeito da infraestrutura, não aconteceriam acidentes como esses.

Ligiane também deverá estar presente ao local do julgamento pelos próximos 15 dias. No dia do acidente em Santa Maria, RS, 242 pessoas perderam a vida e 636 ficaram feriras. Quatro réus estão sendo julgados pelo ocorrido. “Espero que cada um deles seja responsabilizado. Cada um teve a sua responsabilidade. Acredito que mais pessoas deveriam estar aqui, mas nos restaram esses quatros réus”, disse.