Mãe deixada no orfanato aos 2 anos descobre que família estava mais próxima que imaginava

Ela nasceu em Hong Kong mas se mudou para o Reino Unido logo que nasceu, para receber uma nova casa, devido à situação do país dela na época

Resumo da Notícia

  • Mulher abandonada aos 2 anos descobre que família estava mais próxima que ela imaginava
  • Ela descobriu que a amiga era parte da família
  • Veja a história completa

Quando tinha apenas dois anos de idade, Claire Martin, nascida em Hong Kong, estava entre as 100 crianças adotadas no Reino Unido por orfanatos superlotados no país. Depois de anos tentando descobrir mais sobre a própria história, ela entrou em contato com o programa ITV apresentado por Davina McCall e Nicky Campbell, de acordo com o portal Mirror.

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Claire e os pais (Foto: reprodução Mirror)

Com a ajuda deles, ela foi até o local onde nasceu 58 anos após deixá-lo. A diretora de recursos humanos sabia que seria uma tarefa difícil encontrar parentes de sangue depois de chegar a uma série de becos sem saída ao longo dos anos. Mas ela não quis desistir e quase não acreditou quando teve uma descoberta perto da onde mora! Ela descobriu que uma amiga próxima era, na verdade, parente dela!

Claire, 60, descobriu que era parente da amiga Joanna Battershell, graças a testes de DNA. Claire e Joanna se conheceram há oito anos, quando descobriram que voaram para Heathrow no mesmo voo para serem adotadas. “É simplesmente inacreditável! Sempre dissemos que somos irmãs em espírito. É extraordinário que eu tenha ido até Hong Kong em busca de parentes e, no final, os encontrei no Reino Unido. Sinto como se tivesse uma família agora, que nunca tive antes e é uma grande família!”, contou Claire, que hoje é mãe de um filho.

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Claire cresceu em Little Sutton, Cheshire e teve uma adoção feliz com os pais Bo e Doris Chin – mas lutou para se encaixar na comunidade predominantemente branca. “Assim que fui para a escola, ficou muito claro que eu era diferente de todas as outras pessoas. Lembro-me de quando tinha uns seis ou sete anos, orava para ser branca, mas acordei e ainda era chinesa”, relembrou ela.

Aos doze anos, a mãe adotiva de Claire morreu e a necessidade de descobrir sobre a família biológica se intensificou. Agora casada e com uma filha, Claire disse: “É um grande vazio não saber quem você é. É muito difícil sobreviver sem raízes”.

Elas eram amigas há anos (Foto: reprodução Mirror)

Com poucos registros e nenhuma informação sobre a família biológica, Claire viajou a Hong Kong para saber mais. “Tenho a impressão de que [minha mãe biológica] queria que eu sobrevivesse porque ela me deixou provavelmente no lugar mais confortável que ela poderia encontrar para me deixar”, disse Claire. “As pessoas costumam me perguntar se posso perdoar minha mãe por me deixar, mas acho que ela estava em circunstâncias tão terríveis e desesperadoras que não tinha escolha”, continuou.

Ela também visitou o orfanato que consta na certidão de nascimento – o que trouxe de volta memórias distantes para Claire. “Eu tenho uma memória de brincar com esta trava e toda a frente caindo. Parecia que todo o meu mundo desabou”, contou.

Mas aqueles momentos sombrios foram substituídos por momentos felizes conforme Claire descobre mais parentes de sangue ao redor do mundo. “Até conhecer essas pessoas, minha família mais próximo era minha filha. Agora tenho família. Todos nós conversamos no WhatsApp. Assim que tivermos permissão para viajar, irei vê-los. Fizemos uma descoberta, mas há mais para descobrir”, finalizou, esperançosa.

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