Mãe descobre câncer terminal e cria lista de coisas para fazer com os filhos

Rebecca Broughton, 26 anos, acredita que tenha menos de dois anos de vida, por isso, criou uma lista de coisas que pretende fazer nesse tempo com a família

Resumo da Notícia

  • A mãe de dois recebeu uma triste notícia poucas semanas depois de dar à luz ao filho mais novo
  • Para aproveitar o tempo com os filhos, ela resolveu criar uma lista cheia de tarefas que deseja fazer com os filhos, antes de perder a batalha contra a doença
  • Ela ainda faz alerta para outras mulheres ficarem atentas ao câncer de mama

Na Escócia, uma mãe de dois recebeu uma triste notícia poucas semanas depois de dar à luz ao filho mais novo: o diagnóstico de um câncer de mama terminal. Para aproveitar o tempo com os filhos, ela resolveu criar uma lista cheia de tarefas que deseja fazer com os filhos, antes de perder a batalha contra a doença.

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(Foto: Reprodução/ DailyMail)

Rebecca Broughton, 26 anos, estava grávida de quatro meses do filho Rory, agora com oito meses, quando descobriu que tinha câncer de mama. Ela suportou quatro sessões de quimioterapia e foi submetida a uma mastectomia enquanto esperava, mas foi informada logo após o nascimento de Rory em janeiro que o câncer havia se espalhado para os pulmões e era terminal.

Apesar das estatísticas apontarem que ela tenha menos de dois anos de vida, Rebecca está determinada a fazer 30 anos e criou uma “lista da vida” com coisas que deseja desfrutar antes de morrer, incluindo ver Rory e o filho de dois anos, Joseph, começarem a estudar. “Eu quero ver Rory chegar à escola e eu adoraria chegar aos 30. Esse seria o meu objetivo”, disse.

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(Foto: Reprodução/ DailyMail)

Rebecca ainda conta como decidiu criar a lista. “Eu trabalho no hospital local, onde faço o tratamento. Os meus colegas estão arrecadando dinheiro para eu conseguir fazer as coisas da minha ‘Lista de Vida’. Eles são todos incríveis. Eu estou tão grata. Eu quero levar os meninos para a Disneylândia, eu quero ver a aurora boreal, então, esperamos ir para a Lapônia. Quero ter uma lua de mel com meu marido porque, quando nos casamos, eu estava grávida de oito meses de Joseph. Também tem coisas menores como plantar uma árvore. Eu gostaria de dormir na praia, dormir em um trem”, disse.

Notícia durante a gestação

A escocesa contou que descobriu o câncer quando estava tomando banho em setembro do ano passado e sentiu um grande caroço em no seio direito. Ela, imediatamente marcou uma consulta com o médico, que a tranquilizou de que provavelmente era um cisto, mas a encaminhou para a clínica de mama do Hospital Ayr.

(Foto: Reprodução/ DailyMail)

“Eu estava no banho e senti – era um grande caroço. Foi muito perceptível. Eu senti dor por provavelmente algumas semanas, mas atribuí isso à gravidez. Hoje, pensando bem, era a área onde o caroço estava. Triplo negativo é um câncer agressivo, então, cresceu muito rapidamente. Dizem que o câncer de mama não é doloroso, mas todas as mulheres com quem conversei com triplo negativo disseram que seus seios estavam doloridos. A dor foi o que me chamou a atenção e senti um caroço. Fui direto ao meu clínico geral e ele imediatamente me encaminhou para o hospital – tive muita sorte. Ele disse: ‘Provavelmente, é apenas um cisto, mas queremos ter certeza’. Fui em cerca de três semanas e eles sentiram o caroço. Fui fazer uma biópsia e quando fui ao radiologista, ele foi muito honesto e disse que parecia muito suspeito. Menos de uma semana depois, eles me disseram que era câncer de mama. Eu estava grávida de 18 semanas”, contou.

Assim que recebeu a notícia chocante de que estava com câncer, Rebecca começou o tratamento, com quatro sessões de quimioterapia seguidas de uma mastectomia na mama direita.  Mas, apesar de saber que a quimioterapia havia reduzido o tumor de mama, os médicos descobriram dois pequenos nódulos em no pulmão. O câncer havia se espalhado. “A partir daí foi muito rápido”, relembra Rebecca.

(Foto: Reprodução/ DailyMail)

Ela ainda disse como foi lidar com tudo isso durante a gestação. “Eu fiz quatro rodadas de quimioterapia – e o tumor havia diminuído de tamanho. Fiz minha mastectomia no dia 23 de dezembro e saí na véspera de Natal. Foi muito difícil. Em 15 de janeiro, eu tive uma cesárea e Rory nasceu quatro semanas antes. Fiz uma tomografia porque não tive permissão para fazer exames durante a gravidez. Eles encontraram dois pequenos nódulos pulmonares, mas não tinham certeza se eram cancerígenos por serem tão pequenos. Naquela época, eles ainda estavam me tratando para o estágio 3 e eu fiz minha radioterapia. Mas depois de uma nova tomografia computadorizada, em 23 de abril, eles me disseram que era estágio 4 e terminal”, conta.

(Foto: Reprodução/ DailyMail)

Desde a notícia do diagnóstico terminal, Rebecca recebeu quimioterapia oral e agora está fazendo imunoterapia. “Tive muita, muita sorte porque poucas pessoas vão receber imunoterapia como segunda linha de tratamento. Meus oncologistas são fantásticos. No final do mês, saberei se está funcionando – se está diminuindo o câncer. É o estágio 4, então, é incurável, mas é tratável. Eles querem dar um tratamento para me ajudar a viver o maior tempo possível. Tenho estado bem durante o tratamento. Consegui manter o cabelo porque usei uma touca fria. Nunca pedi um prognóstico, mas estatisticamente, especialmente com câncer de mama triplo negativo, é cerca de dois anos, por causa de quão agressivo é”, disse.

Ela ainda fala que tentou lidar com tudo de forma positiva. “Eu aceitei isso muito rapidamente. Sou uma pessoa bastante positiva. Há histórias positivas e mulheres que vivem vários anos. Não me vejo como uma estatística. Eu tenho tantos amigos e familiares incríveis. Eu nunca teria sido capaz de fazer todas essas coisas sem eles. É uma sensação adorável me sentir amada e saber que as pessoas querem que eu aproveite os últimos anos da minha vida. As pessoas me dizem: ‘Como você é tão positiva?’, mas a única coisa certa na vida é a morte. Você tem que ser positivo, fazer memórias e experimentar coisas. Isso me deu esperança e impulso para fazer as coisas que eu queria fazer”, completou.

Alerta

Um ano depois de seu diagnóstico, Rebecca está compartilhando a própria jornada na esperança de que mais mulheres na faixa etária dos 20 a 30 anos examinem os seios regularmente – alertando que o câncer não escolhe idade.

“Aos 26, você nunca espera lutar contra o câncer. Receber esse diagnóstico foi chocante. Minha mensagem para as pessoas é que você nunca é muito jovem, você nunca está sendo estúpida. Se algo não estiver certo, vá ao médico. Não precisa ser um caroço. Se não parecer certo, se doer, nunca deixe pra depois. Nunca sinta que você é boba ou exagerada. Se uma pessoa ler esta história e encontrar um caroço, espero que seja cedo o suficiente para ser tratada e não precise estar na mesma situação em que estou”, disse. “Não importa quem você seja, em que estágio da vida você está, se está grávida ou não, se você é uma pessoa boa ou má”, finalizou.

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