Mãe descobre que recém-nascida tem poucos dias de vida e faz lista para aproveitar cada momento

Sophie, descobriu durante a gravidez que a filha não resistiria muito tempo após o nascimento. Mas ela foi incentivada a escolher um nome e até fazer uma lista de tarefas para fazer com a menina

Resumo da Notícia

  • Ainda na gravidez, Sophie Murfin, 27 anos,descobriu que a filha não resistiria muito tempo após o nascimento
  • A bebê foi diagnosticada com síndrome do coração esquerdo hipoplásico, significa que o lado esquerdo do coração não se desenvolveu adequadamente
  • Violet viveu apenas 11 dias

Ainda na gravidez, Sophie Murfin, 27 anos,descobriu que a filha não resistiria muito tempo após o nascimento. Mesmo assim, o hospital galês, onde a bebê nasceu, deu autorização para que ela fosse ir para casa, em Cwmbran, no País de Gales, e mostrar a filha para à avó, Liena, que estava em estado terminal.

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(Foto: Reprodução / Wales Online)

Sophie contou que, inicialmente, estava tudo bem com a gravidez. Com doze semanas de  gestação, os exames mostraram que ela estava à espera de um “bebê adorável e saudável”. Mas, mais tarde, com 20 semanas, novos exames detectaram um problema no coração de Violet.

Murfin foi encaminhada a um especialista no Hospital St Michael’s, em Bristol, onde a bebê foi diagnosticada com síndrome do coração esquerdo hipoplásico (significa que o lado esquerdo do coração não se desenvolveu adequadamente). E o pior, a mãe foi informada de que, quando a bebê nascesse, ninguém poderia dizer quanto tempo ela viveria: algumas horas ou até semanas.

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Durante entrevista ao Wales Online, Sophie contou como descobriu que a bebê não teria muito tempo de vida. “Eu estava fazendo os exames com 20 semanas de gestação e havia apenas silêncio na sala. Eu sabia que havia algo errado e eles admitiram que haviam localizado algo. Então, fomos encaminhados a especialistas em Bristol. Quando fomos para lá, fui levada para uma sala com uma caixa de lenços de papel para receber a notícia, mas encontramos uma equipe no hospital que foi fantástica”.

(Foto: Reprodução / Wales Online)

Uma enfermeira dedicada sentou-se com a mãe por um longo tempo, explicando sobre tudo e respondendo a todas as  perguntas. “Ainda era assustador e descobri que havia pouquíssimas histórias paliativas compartilhadas pelos pais, mas ninguém disse como o tempo com ela seria maravilhoso”, afirmou.

A mãe recebeu o conselho de dar um nome ao bebê e a escrever uma lista de coisas que gostaria de fazer durante a gravidez. Sophie também foi incentivada a aproveitar ao máximo o tempo que tinha com a filha, mas também enfatizou a necessidade de aceitar que Violet nunca iria crescer. “Não percebi a importância ou significado disto, mas ao referir-se a ela pelo nome, a equipe mostrou que, para eles, éramos importantes”, desabafou.

Graças à dedicação de todos os profissionais, Violet conheceu a bisavó. Sophie e a família se organizaram o máximo de coisas que podiam com a bebê. “Nós batemos palmas para os cuidadores, fomos ao parque, comemoramos o aniversário da vovó e fizemos uma sessão de fotos no jardim. Lista completa”, disse Sophie.

O fim chegou no dia 3 de junho. Violet faleceu nos braços da mãe, apenas três horas após a morte da bisavó. Agora, Sophie decidiu compartilhar a história comovente para dar conforto a outros pais que passaram por uma situação semelhante. Ela ainda agradeceu à equipe do hospital. “Estamos muito gratos pelo que eles fizeram por nós, suas ações altruístas, garantias e bondade, nos deram o presente mais precioso: o tempo”, finalizou.

O nome do meio de Violet Murfin, Ellen, significa “luz brilhante e brilhante” e é exatamente assim que a mãe Sophie quer que sua filha seja lembrada.