Mãe e filha são procuradas pela polícia por matar mulher durante procedimento estético

A vítima foi até o consultório da mãe e da filha, para poder realizar um preenchimento no bumbum, porém após a aplicação da substância a mulher teve reação e morreu no hospital

Resumo da Notícia

  • Uma mãe e a filha estão sendo procuradas pela polícia
  • As duas são acusadas de matar uma mulher durante um procedimento estético
  • A vítima foi até o consultório para realizar um preenchimento nas nádegas, mas teve reações com a substância utilizada

Uma mãe de 41 anos, e a filha, de 25, estão sendo procuradas pela polícia por suspeita de matar uma mulher durante um procedimento estético. O caso aconteceu em Itajaí, a paciente foi encaminhada ao hospital após desenvolver reações da substância aplicada nela, infelizmente ela não resistiu.

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Segundo as investigações, o crime aconteceu em julho de 2021. Na ocasião, a vítima procurou a clínica da acusada, localizada em Campo Grande, Zona Oeste do Rio, para realizar um procedimento de aumento de volume das nádegas. A proprietária do estabelecimento aplicou cerca de 500ml da substância química metacril em cada nádega da mulher, que pagou R$2.500 à vista pelo serviço.

A mulher teve reações negativas com o uso da substância
A mulher teve reações negativas com o uso da substância (Foto: Getty Images)

Após o procedimento, a então cliente alegou que teve complicações decorrentes da intervenção, e retornou à clínica para comunicar o fato e solucionar o problema. Ainda de acordo com a polícia, a dona do espaço, que se identificava também como enfermeira, passou a prescrever remédios, como analgésicos e anti-inflamatórios, além de métodos para o tratamento de lesões.

A vítima chegou a pedir a devolução de parte do valor para que pudesse cuidar da saúde, porém a suposta médica negou o ressarcimento desse dinheiro. Com a piora do quadro clínico, a mulher foi internada no Hospital São Francisco Xavier, em Itaguaí, e faleceu no dia 20 de julho do ano passado.

A causa da morte, segundo o laudo do Instituto Médico Legal (IML), foi tromboembolia pulmonar, septicemia e síndrome inflamatória sistêmica decorrente da aplicação do metacril. A investigação da Polícia descobriu que a autora não possui registro no Conselho Regional de Enfermagem (Coren) ou formação acadêmica na área. Ela vai responder, ainda, por exercício ilegal da medicina.