Mãe é quem cria: conheça quatro histórias que provam que o amor da maternidade é único

Criar um filho é se adaptar, formar vínculos e, principalmente, acreditar no seu instinto. Quem ama cria e nada como o amor de mãe para provar que esse sentimento não tem limite

Resumo da Notícia

  • Criar um filho é também acreditar e apostar no seu instinto
  • A maternidade é a chave para ver o mundo com outros olhos e fortalecer vínculos
  • Não existe jeito certo para criar um filho, mas sim o seu jeito! Cada maternidade é única

Uma coisa é fato: não existe jeito certo de criar um filho. Apesar de trazer medo, inseguranças e diversos desafios, a parentalidade ainda vale muito a pena. Criar um filho é uma grande responsabilidade que faz parte da trajetória da construção de uma família e deve ser feita com muito amor e carinho. Criar é saber se adaptar, formar vínculos e, principalmente, acreditar no seu instinto.

-Publicidade-

Ser mãe é tanta coisa ao mesmo tempo que somente com várias definições podemos chegar perto do real significado desse papel. Mas na prática, tudo muda e cada uma exerce a maternidade da sua forma, com suas individualidades. A gente acredita que mãe é quem cria. E nada como o amor de mãe para provar que esse sentimento não tem limite. Neste Dia das Mães, nos unimos à Motorola Baby para contar histórias reais de maternidade: humor, superação, perseverança, instinto e a noção de que um filho muda a gente para sempre. A maternidade é a chave para ver o mundo com outros olhos e a prova de que nada é tão grande (e forte) quanto o vínculo entre mãe e filho.

Ser mãe é um respiro de vida

A maternidade é imprecisa. A gente finge que sabe o que está fazendo, mas na verdade, não fazemos a menor ideia do quanto estamos indo no caminho certo ou errado. A maternidade é também descoberta, a cada novo dia nos descobrimos pelos olhos daqueles seres curiosos que chamamos de filhos. Mas no meu caso, a maternidade é um respiro de vida, de esperança. Antes de ter a alegria de dar à luz e criar duas pessoas incríveis chamadas Isabela e Gustavo, eu tive Carolina. E ela chegou e se foi como um sopro. Não deu tempo de grandes celebrações pela sua estreia neste mundo e nem tampouco de despedidas na sua partida. Mas foram 5 dias de uma maternidade real, dura, de lágrimas por uma luta que não nos cabia o direito de decidir como travar. E essa é uma lição que muito provavelmente mudou a minha perspectiva sobre o que é ser mãe. Talvez eu tenha supervalorizado cada choro dos meus pequenos, devo certamente ter errado, mas também tive meus acertos. Sem amarguras, me vejo aqui muito mais sob a perspectiva concreta dessa alegria descabida que é ver um outro ser humano desabrochar, crescer, desenvolver opiniões próprias. Ainda é cedo para eles deixarem o ninho, mas de fato do alto dos seus 10 e 6 anos eles já sabem voar solo – e confesso que é assustador e ao mesmo tempo mágico.

(Foto: Paula Cohn)

Queria ser mais presente, prometi que seria, mas na vida real nem tudo é como a gente planeja. Eu já fui e voltei tantas vezes nos meus conceitos do que posso e devo fazer como mãe, mulher e profissional que só isso já renderia um livro completo de auto críticas. O fato é que a maternidade não anula nossa essência, ela enriquece e certamente traz lições nem sempre agradáveis sobre nós mesmas. Uma amiga costuma dizer que ser mãe é a aventura mais louca que alguém pode se propor a enfrentar. É isso: ser mãe é crescer todos dias um pouco para, quem sabe, atingir a sabedoria dos nossos filhos, a melhor versão que podemos ter como exemplo para seguir em frente.

Paula Cohn Mor, mãe de Isabela, Gustavo e Carolina, é jornalista

Cada mãe é única: maternar é autenticidade

Tenho 40 anos e sou a primeira mulher trans a adotar no Brasil. Ser mãe é realizar o sonho de algo que a vida toda eu sonhei e pela cultura do nosso país, eu achava que eu nunca conseguiria. Meu grande sonho era de exercer a maternidade sendo quem eu sou. Hoje, sou a mãe do Gabriel, um menino com deficiência, e mãe de duas meninas trans, a Ana Maria e a Dayse. As minhas filhas chegaram em nossas vidas por conta da demanda de serem meninas trans e hoje formamos uma família transafetiva.

A maternidade hoje é poder experimentar aquilo que eu aprendi dentro da minha casa com o meu pai e a minha mãe: ser uma família onde um cuida do outro, divide com os outros a experiência da vida e sonha com um futuro melhor. Hoje então, vivenciar isso não é só um sonho, é uma realidade.

Alexya Salvador, mãe de Gabriel, Ana Maria e Dayse, é pastora e coordenadora pedagógica

Adoção não é coragem, é amor

Eu tive câncer aos 29 anos e nunca pensei em ser mãe. Quando comecei o tratamento, uma das coisas que me falaram foi: “Você vai ficar pelo menos cinco anos sem poder ter filho”. Eu não me preocupava com isso na época, porque estava morando em Londres e com vários projetos, fui acometida por uma doença que me pegou de calças curtas e pensava na minha cura. Depois de mais ou menos 7 anos, conheci meu marido e fomos morar juntos. Ele já tem três filhas, mas sempre teve o desejo de ter um filho homem e eu também.

(Foto: Carine Cidade)

Começamos as tentativas e após diversas cirurgias que já tinha feito no câncer para minha recuperação, eu perdi o meu útero. Nesse momento, tive uma desesperança de ser mãe, fiquei muito triste, mas o universo é sempre maravilhoso com a gente e mostra os caminhos. Minha avó faleceu dizendo que eu ia ter um filho homem. Dois dias depois do falecimento dela, eu conheci o meu filho. Fui convidada pela minha melhor amiga para conhecer um abrigo e ver uma peça de Natal. O abrigo era em Ipojuca e eu não queria muito ir, mas fui convencida pelo meu marido. Ele estava tirando fotos e clicou nosso filho: “Quero conhecer mais essa criança”, falou. O Tito tinha um desvio no olho e passou por uma prova de sobrevivência muito cedo devido à desnutrição e com vários problemas nos rins. Logo fiquei apaixonada por ele e senti uma coisa especial no coração quando saí daquele abrigo. Não estava pensando em adotar, mas meu marido estava muito certo que seria isso.

Fui mãe depois de tantas lutas que desbravei e tive o prêmio de conhecer o meu filho Tito Luís, uma criança linda que consegui adotar aos 5 anos de idade. O processo durou nove meses até conseguirmos trazer ele pra casa. Hoje ele é uma criança de 9 anos, eu tenho 4 anos com ele e parece que ele saiu do meu ventre. Ser mãe é um dos melhores cargos que já puderam me dar, porque apesar da gente ter muitos desafios, temos muitas alegrias, que superam os desafios. Minha mãe sempre dizia: “Quando você for mãe, vai entender o amor e essa dedicação.” Hoje eu entendo completamente como essa criatura que chama a gente de mãe todos os dias, toda hora, se torna importantíssima para gente. Hoje eu me dedico para ele com todo amor e carinho. Ele sobreviveu por coisas que talvez outros não sobrevivessem. Então, eu agradeço ao universo por ser mãe adotiva. Muita gente fala: “É um ato de coragem” e não é, é um ato de amor. Não é coragem você dar amor para a criança, várias crianças precisam de amor, é isso que eu vejo no abrigo. Não precisa ter pena dessas crianças, é dar amor, é olhar para elas como seres humanos nesse universo, nessa terra e o que a gente pode doar de melhor para elas.

Hoje o Tito Luís me ensina a ser mais paciente e consciente, me faz rir todos os dias, acorda cantando e dançando. Para uma criança que passou pelo que ele passou, acordar todos os dias rindo, dançando e falando “eu te amo”, eu acho que é uma benção, né? É um iluminado. Ser mãe é essa dedicação de amor, independente do que você seja. Ser mãe é amar, acolher e respeitar o humano que está à nossa frente;  e educar, porque nós temos uma grande missão de dar o exemplo e também ser inspiradora para que este ser humano possa crescer da forma que ele deseja. Então, inspire seu filho a ser o melhor que ele possa ser.

Carine Cidade, mãe de Tito Luís, é coach profissional e consultora em carreira e fundadora do grupo Inspire Ser – mulher, trabalho e câncer

Sentimento sem limites

A maternidade transformou a minha vida completamente, desde o dia que eu descobri que seria mãe, pela primeira vez, até o dia de hoje.  Sou mãe preta solo de quatro crianças, sendo duas meninas. Eu tento ser para elas a mulher que eu não tive por perto quando era criança. Diariamente alimento a autoestima delas (que não é uma construção fácil) exaltando o quanto elas são lindas do jeito que são. Mas o mais importante é mostrar os exemplos, pois a representatividade importa muito e vai além de ter apenas uma boneca negra. É necessário fazer com que elas se enxerguem em todos os lugares.

(Foto: reprodução / Instagram @maecrespa)

A cada filho meu que nasceu, me tornei uma mãe diferente. A maternidade muda a minha vida todos os dias. Cada um mudou em mim algo para melhor e transformou algo em mim. Depois que eu me tornei mãe, me tornei uma pessoa muito mais humana e empática. Aprendi a me colocar mais no lugar do outro e isso eu aprendo com os meus filhos todos os dias. Mas o mais importante que a maternidade trouxe para a minha vida foi descobrir o que é amar e o que é ser amada. Porque eu só descobri isso com os meus filhos.

Aline Barbosa, mãe solo de Laura, Vicente, Joaquim e Antônia, é professora e atua como criadora de conteúdo digital no perfil @maecrespa

Gostou dos relatos e quer conhecer sobre as novidades e as babás eletrônicas da Motorola Baby? Fique de olho nas redes sociais da marca também para ver muitos conteúdos especiais: Site, Instagram, Facebook e Canal no YouTube.