Mãe faz denúncia a episódio de racismo contra o filho de 10 anos em estabelecimento

O menino foi até a doceria para comprar um brigadeiro, no entanto, ele foi acusado pelo segurança que iria “pedir doces”. O caso aconteceu na última sexta-feira, 25 de março, em São Paulo

Resumo da Notícia

  • Mãe fez uma denúncia a episódio de racismo contra o filho de 10 anos em estabelecimento
  • O menino foi até a doceria para comprar um brigadeiro, no entanto, ele foi acusado pelo segurança que iria "pedir doces"
  • O caso aconteceu na última sexta-feira, 25 de março, em São Paulo

Suzana Barelli usou as redes sociais para fazer uma denúncia contra um episódio de racismo que o filho de 10 anos passou em uma doceria. O caso aconteceu na capital de São Paulo, na última sexta-feira, 25 de março. A mãe contou que o menino ia comprar um brigadeiro quando foi barrado pelo segurança do local. “Não pode pedir aqui”, afirmou o homem.

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“É péssimo ver seu filho ser tratado desse jeito. Sou viúva e, desde o falecimento do meu marido, meu filho faz terapia. Eu o aguardo no estabelecimento ao lado, trabalhando”, disse ela em entrevista a Universa.  “Oi, mãe”, sentou e foi pegar o brigadeiro. “Nessa hora, o segurança abriu a porta, que estava entreaberta por causa do ar-condicionado, e falou: ‘Não pode estar pedindo aqui'”, contou ela com mais detalhes.

Mãe faz denúncia a episódio de racismo contra o filho de 10 anos em estabelecimento
Mãe faz denúncia a episódio de racismo contra o filho de 10 anos em estabelecimento (Foto: Freepik)

“Minha perna começou a tremer e comecei a pensar que eu precisava fazer alguma coisa. Errei até a senha do celular, mas ao conseguir desbloqueá-lo, comecei a questionar o segurança”, continuou. “Eu falava que não estava entendendo, mas o segurança repetia que era ordem do condomínio não permitir pedintes por ali. Mesmo que meu filho fosse um pedinte, não é dessa maneira que se trata um ser humano”, desabafou ela.

“Dá uma revolta e um ódio muito grande. Estou aprendendo que é preciso ser inteligente e gravar para conseguir levar o problema para frente”, contou Suzana. “Já estou falando com um advogado sobre isso. O que eu quero é que se comece uma discussão para que as empresas de segurança tenham treinamento antirracista. O segurança era negro também, mas em nenhum momento ele se viu como racista. Estava cumprindo as ordens do empregador dele, que também é questionável. O menino negro pedido, por exemplo, poderia ser o filho dele. Não pode ser assim”, disse.

A equipe do estabelecimento afirmou em nota que a “diretoria da empresa apurou detalhadamente o caso e acionou as equipes internas, bem como a empresa de segurança terceirizada para seguir com medidas cabíveis e necessárias”.