Mãe faz relato sobre filha com deficiência ser impedida de brincar em shopping: “Não era inclusivo”

Larissa Loureiro Batista Leal chamou a atenção de todos nas redes sociais após um episódio revoltante que passou com a filha

Resumo da Notícia

  • Uma mãe ficou revoltada com a atitude da administração de um shopping
  • Larissa tem uma filha com deficiência e por isso a menina foi impedida de brincar no parque
  • O caso aconteceu em Londrina e comoveu muitas pessoas

Uma mãe fez um desabafo nas redes sociais após a filha com deficiência ser excluída das atividades de um parque em um shopping em Londrina. Larissa Loureiro Batista Leal contou que a filha é cadeirante e por isso não pode se movimentar muito, mas tudo piora quando não há inclusão.

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“Como pedagoga, sei que o brincar é fundamental no desenvolvimento de qualquer criança, mas aquele parque não era um ambiente inclusivo. Minha filha não era bem-vinda ali. Ela simplesmente não pôde se divertir naquele ambiente feito para crianças, mas não crianças como a Sofia”, escreveu a mãe na publicação.

Segundo o jornal Folha de Londrina, Larissa estava em um passeio com os filhos, Augusto, 2, Sofia, 3, e a sobrinha Maria Anita, 1, quando resolveram aproveitar o espaço montado na praça central. “Ao entrar na atração eu percebi que Sofia, que é cadeirante, não conseguia brincar em nenhum brinquedo. O parquinho não foi pensado para crianças com dificuldades de mobilidade como ela e, como mãe, fui tentar intermediar o brincar da minha filja”, explicou a mãe.

Sofia é cadeirante e por isso foi barrada dos brinquedos do parque
Sofia é cadeirante e por isso foi barrada dos brinquedos do parque (Foto: Reprodução/Folha de Londrina)

Porém as coisas pioraram quando as duas foram barradas pelos funcionários que estavam no parque, alegando que os brinquedos não eram para pessoas com deficiência, e segundo a coordenadora do local o parque não era um local inclusivo. A mãe tentou dois brinquedos diferentes, o barco viking e um escorregador, ambos ela iria acompanhar a filha, mas foram impedidas.

A família buscou a administração do shopping, que disse que iria reconhecer o erro e tentar melhorar. “O que aconteceu com Sofia foi um crime. Ela foi impedida de brincar, mesmo eu intermediando. Além de não ser um parque inclusivo, se mostrou excludente. Se não é um parque bom para minha filha, não é um parque bom para qualquer criança”, finalizou a mãe.