Família

Mãe faz relato sobre ter o marido em casa de férias: “Ele está me deixando louca”

Katharine Stahl resolveu abrir o coração e percebeu que outras mães também se sentiam assim

Izabel Gimenez

Izabel Gimenez ,filha de Laura e Décio

Pai lê para filho em casa (Foto: Getty Images)

Katharine Stahl, uma jornalista americana apaixonada por beleza, moda e design, mãe da Mae, de 7 anos, e do Sam, de 5 anos, decidiu deixar de trabalhar no escritório e ficar em casa com as crianças. Ela também é colaboradora do site estadunidense POPSUGAR e escreveu um relato, bem interessante, sobre ter o marido em casa por seis semanas:

“Três coisas são verdadeiras. Primeira, eu amo muito meu marido. Segunda, ele é um pai ativo, divertido e prático para nossos filhos. E terceira, eu preciso que ele dê o fora da nossa casa o mais rápido possível. Veja, meu doce marido está em um período sabático de seis semanas entre trabalhos, o que significa que ele está em casa O TEMPO TODO. E doce senhor acima, ele está me deixando louca.

Uma semana e meia atrás, quando ele se demitiu da empresa para a qual ele trabalha desde os 15 anos! E aceitou um novo cargo, a ideia de tê-lo em casa por um tempo parecia ótima. Seria um momento para ele relaxar do estresse do antigo emprego e re-energizar para o novo. As crianças, que estão acostumadas a vê-lo apenas algumas horas por dia durante a semana, obviamente adorariam ter mais tempo com o pai. E Deus sabe que posso usar toda a ajuda que posso obter com nossos filhos “espirituosos” (ou seja, super exigentes e hiperativos).

Ele estar em casa significava que eu poderia ter mais tempo para trabalhar sem contratar uma babá ou enfiar nossos filhos na frente das telas da TV ou dos tablets. Eu não teria que encontrar apoio infantil, fora de casa, para a viagem tão necessária que planejei com algumas amigas. Eu poderia até mesmo ser voluntária para acompanhar a próxima viagem de campo da minha filha de 7 anos e ser voluntária em  sala de aula dela. O que poderia dar errado?

Aparentemente, muito. Tão bem-intencionado e geralmente gentil como meu marido pode ser, um pai experiente em casa, ele não é. É, na verdade, um homem que tem muito a aprender. Como, por exemplo, limpar os nossos filhos, o nosso cachorro e ele mesmo. 

Ontem, por exemplo, quando eu me escondi no andar de cima para trabalhar por volta das duas da tarde, ele me incentivou a tomar todo o tempo que eu precisasse. Ele ficaria feliz em cuidar das crianças e do jantar. Uma hora antes de dormir, ainda sem jantar à vista, desci para ver como as coisas estavam progredindo e se ele precisava de ajuda.

“Não se preocupe”, ele respondeu. O jantar que ele estava fazendo para nós – um prato de camarão picante que as crianças nunca iriam comer – estava quase pronto. Eu também perguntei se ele iria mandar as crianças para o banho depois do jantar. “Ah, eles precisam comer também? Eu pensei que você já tivesse dado comida para elas”, foi a resposta dele. Sim, querido, eu os alimentei. . . no almoço.

Todo momento que eu estou emocionada ou abalada, ele está por perto – mais notavelmente entre as 6:30 e 8:30 da manhã, quando ele tenta fazer suas funções de pai da melhor maneira possível – mas há pelo menos mais três vezes que eu me pergunto se eu deveria apenas fazer tudo sozinha.

Mas então eu digo a mim mesma que, NÃO, ele pode e deve pegar um pouco dessa folga do trabalho para exercer a paternidade, mesmo com as coisas que ele não está acostumado. Eu só tenho que ser um pouco paciente com ele e lembrá-lo de tudo que eu faço quando ele não está lá. Como o fato de nossos filhos terem dever de casa, que os documentos referente a escola precisam ser assinados, que a hora de dormir precisa ser respeitada, os pratos, a lavanderia, os pisos e as pias não ficam limpos magicamente.

Estamos a duas semanas nesta pequena experiência de dois pais em casa e apesar de não ter sido totalmente tranquila, houve um grande lado positivo. Meus filhos estão tendo um tempo de qualidade com o pai. Estou começando a dormir. E meu marido está lentamente, mas está aprendendo que os dias no escritório são provavelmente menos estressantes do que os meus em casa. Tenho uma nova admiração por tudo o que faço. E ele acaba me dando folga também. Isto é, até ele acidentalmente transformar a cozinha em uma zona de desastre. Mais uma vez.”

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