Mãe intubada 1 dia após dar à luz trigêmeos espera alta dos recém-nascidos: “Só faltam eles”

Caroline Gotardo, de 39 anos, que mora em Chapecó, Santa Catarina, acredita que até o final de abril a família toda estará junta

Resumo da Notícia

  • Caroline Gotardo, de 39 anos, deu à luz trigêmeos e um dia depois do parto teve que ser intubada por complicações da covid-19
  • Felizmente ela recebeu alta e agora espera que os bebês também sejam liberados para irem para casa
  • A família mora em Chapecó, em Santa Catarina e acredita que até o final de abril todos já estarão todos juntos

Caroline Gotardo, de 39 anos, deu à luz trigêmeos e um dia depois do parto teve que ser intubada por complicações da covid-19. Felizmente ela recebeu alta e agora espera que os bebês também sejam liberados para irem para casa. A família mora em Chapecó, em Santa Catarina e acredita que até o final de abril todos já estarão todos juntos.

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A mãe, inclusive, já faz planos para o futuro da família, que além dos trigêmeos, tem outros três filhos. “Agora é viver a segunda chance que a gente teve. A gravidez inteira a gente imaginou como iria ser com os três. Vamos viver o que tivemos que retardar”, diz.

Caroline já recebeu alta e conta que já está tudo pronto para a chegada dos trigêmeos (Foto: Reprodução/ G1)

A mulher, segundo o G1 ainda está se recuperando com sessões de fisioterapia. Ela, que saiu do hospital de cadeira de rodas, agora já anda sem o ajuda de equipamentos ou bengalas, e a força muscular dela também voltou. No domingo de Páscoa Caroline conseguiu, pela primeira vez, dar colo para Manoela e Alice. E no último domingo, 11 de abril, foi a vez do Théo.

A mãe ainda explica que esta visitando os bebês duas vezes na semana no hospital para acompanhar a melhora dos pequenos e que os irmãos mais velhos ainda não os conhecem pessoalmente. De acordo com a mãe, a família terá que passar por um novo teste de covid-19 para receber os bebês. Como eles são prematuros, o cuidado vai ser redobrado. “A gente está com tudo pronto para eles. Enxoval está todo pronto, só faltam eles em casa”, afirma.

Caroline vê os filhos pela primeira vez

Caroline Gotardo deu à luz trigêmeos no final de fevereiro, mas não pôde conhecer os filhos porque precisou ser internada um dia após o parto devido às complicações da covid-19. 23 dias após o nascimento dos bebês e de ser intubada, a história teve um final feliz: a mãe de três finalmente teve alta da UTI e viu as crianças pela primeira vez.

O caso aconteceu na cidade de Chapecó, em Santa Catarina, e comoveu todo o país. Agora, finalmente Caroline está reunida com a família e conheceu os trigêmeos Manoela, Alice e Théo. Quem mais se emocionou foi Irno Gotardo, marido de Caroline, que acompanhou a internação e o desenvolvimento dos bebês. Os irmãos ainda estão internados na UTI neonatal para poder ganhar mais peso.

Mãe de trigêmeos que foi internada após o parto recebe alta e conhece os filhos (Foto: Reprodução G1)

“Foi um dia muito especial. Conseguimos com que ela visitasse nossos filhos na UTI. Como estão nas incubadoras, ainda não foi possível pegá-los no colo, mas já deu para ela ter um conforto no coração que estava angustiado por não tê-los visto ainda. Foi um momento sensacional, abençoado”, Irno contou em entrevista ao G1.

Relembre o caso

Caroline Gotardo, de 39 anos, deu à luz Manoela, Alice e Théo no dia 24 de fevereiro em Santa Catarina. Um dia depois, com piora no pulmão causada pela Covid-19, precisou de cuidados especiais. Segundo o G1, ela e os bebês, que não foram diagnosticados com coronavírus, seguem internados e em recuperação. O pai, Irno Gotardo, de 43 anos, conseguiu ver pessoalmente os trigêmeos pela primeira vez na segunda-feira, 1 de março.

“Eu estava muito apreensivo, foi uma sensação maravilhosa vê-los. Até porque não é todo dia que a gente é pai de trigêmeos. Eles estão bem e aceitando bem a dieta. Enquanto a gente não enxerga [os filhos] , fica imaginando mil coisas. Valeu a pena, foi sensacional”, disse o pai dos trigêmeos.

Um dia após dar à luz trigêmeos a mãe foi incubada (Foto: Reprodução/ G1)

“Montamos um flyer para arrecadar dinheiro para ajudar o Irno. Ele é vendedor autônomo, está nesta correria de hospital e não consegue trabalhar. É gasolina, alimentação, as contas de casa. O objetivo é ajudar ele enquanto está nesta função”, disse Fernanda. Neste primeiro contato, Irno não pôde tirar fotos dos filhos caçulas. Segundo ele, a família continua apreensiva, mesmo com a melhora no quadro da mãe e dos recém-nascidos.