Mãe luta para salvar vida do filho que nasceu com “metade do coração ativo”

O menino foi diagnosticado com a síndrome rara quando ainda estava na barriga de Rachel. A mulher tenta fazer de tudo para prolongar os dias da criança

Resumo da Notícia

  • Zac Baldwin foi diagnosticado com síndrome do coração esquerdo hipoplásico
  • Ele precisou fazer várias cirurgias desde recém-nascido
  • Os médicos já disseram que não podem fazer mais nada para salvá-lo
  • A mãe luta para prolongar os dias de vida do menino

Quando Rachel Leighton estava grávida de 23 semanas, ela recebeu a notícia dos médicos de que o seu filho Zac nasceria com uma síndrome rara no coração, na qual só metade do órgão funcionaria.

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Zac nasceu com a síndrome do coração esquerdo hipoplástico (Foto: Reprodução/ Facebook/ Rachel Leighton)

Na época, a mãe tinha três opções: interromper a gravidez; ter o bebê e levá-lo para casa para cuidados paliativos; ou realizar três operações na esperança de levá-lo à idade adulta para que pudesse fazer um transplante de coração.

Em entrevista ao portal Chronicle Live, a mãe contou que a síndrome do coração esquerdo hipoplásico– que fez com que Zac nascesse com só metade de um coração ativo, é a “pior doença cardíaca que você pode ter”.

Assim que recebeu a notícia sobre o quadro de saúde do bebê, a mãe ficou sem saber o que fazer. Ela contou: “Acho que nunca realmente tomei uma decisão, acho que só chorei durante a gravidez e tentei chegar ao fim. Não sabia o que esperar”.

Zac Baldwin nasceu em maio de 2015. Ele teve uma parada cardíaca com apenas três horas de vida, fez uma cirurgia para reconstruir parte do órgão e permitir o fluxo de sangue. Após uma recuperação incrível, ele voltou para casa em Wrekenton, na Inglaterra com sua família.

4 meses depois, o bebê adoeceu novamente e foi submetido à outra cirurgia- conhecida como procedimento de Glenn. Rachel disse: “Eles o trouxeram de volta, mas ele simplesmente não estava se recuperando, então, depois de algumas semanas tentando estabilizá-lo, decidiram desfazer o que haviam feito e dar a ele uma versão maior do primeiro procedimento”.

Zac precisou passar 7 meses no hospital e também foi diagnosticado com uma segunda condição chamada estenose das veias pulmonares- uma obstrução do fluxo sanguíneo do coração para artéria pulmonar. Rachel falou: “Foram longos sete meses, mas o trouxemos para casa e, desde então, ele se saiu de forma absolutamente incrível- melhor do que qualquer um pensava”.

Mas recentemente Rachel e sua família foram abalados quando os médicos em Newcastle ‘s Freeman Hospital disseram que não tinha mais nada que eles podiam fazer para ajudar Zac e tentar reverter seu quadro de saúde.

A mãe contou: “Ele não é elegível para um transplante de coração, eles não querem levá-lo para a cirurgia porque acham que ele vai morrer na mesa. Eles disseram que chegaram ao fim do que podem fazer e que só precisamos aproveitá-lo ao máximo. Significa apenas esperar até que ele morra. Não sabemos quando será, mas recentemente sua medicação aumentou muito e sabemos que as coisas não estão tão boas como antes”, e completou: “Mas não sinto que posso desistir dele ainda, sinto que ele merece mais”.

Zac, foi criado junto aos 4 irmãos mais velhos e é muito amado pela família. O menino não parece se entristecer com sua situação cardíaca, e aproveita todos os dias da melhor forma. Rachel contou: “Ele ainda é muito ativo. Todos os dias ele está apenas sorrindo, ele é como qualquer outro garotinho. É de partir o coração – ele é a razão de eu estar fazendo meu curso de enfermagem – ele é a minha razão para tudo. Quando o Zac nasceu, mudou a mim e a toda a minha família. Isso nos fez ver as coisas de uma maneira diferente. Para cada negativo, você tem que encontrar um positivo, e o meu era fazer enfermagem- eu queria retribuir”.

Rachel faz de tudo para salvar o filho (Foto: Reprodução/ Facebook/ Rachel Leighton)

Ela desabafou: “Estou tão abalada, ter que acordar todas as manhãs sabendo que um dia vou acordar e meu filho não estará aqui, só de pensar nisso me mata por dentro. Espero que alguém em algum lugar possa nos ajudar. Sinto que todos dirão o mesmo, que não há nada que possam fazer, mas não posso deixar de tentar – sou a mãe dele”.