Família

Mãe monta loja de roupa após ser assediada moralmente no trabalho e se demitir

O assédio começou após o nascimento da filha

Yulia Serra

Yulia Serra ,filha de Suzimar e Leopoldo

Daniela desenvolveu depressão no trabalho por conta do assédio moral (Foto: reprodução/Arquivo Pessoal)

Daniela Almeida é uma das participantes do projeto Nascer de Novo. Em parceria com a Brascol, estamos coletando histórias de mulheres que se aventuraram no universo empreendedor após a maternidade. Queremos valorizar e compartilhar essas experiências para que outras mães se inspirem. Conheça a loja Framboesa for Kids – Roupa e Acessórios Infantis:

“Trabalhei 23 anos na área de Recursos Humanos de uma empresa automobilística. Sempre gostei muito do meu trabalho e tudo o que eu tenho hoje foi graças a ele. Porém, quando engravidei, comecei a ser assediada pela minha supervisora que era totalmente contra casamentos e filhos.

Graças a Deus consegui com que isso não afetasse a minha gestação. Quando minha filha nasceu, eu fiquei 6 meses de licença maternidade e mais 1 mês de férias, totalizando 7 meses.

Quando minha filha tinha quase 3 anos, essa supervisora foi desligada da empresa por baixa performance e eu passei a reportar para uma gerente, que apesar de estar há bastante tempo na empresa nunca tinha trabalhado comigo e por isso não conhecia o meu trabalho.

Após 3 meses com ela, comecei a ser assediada pela mesma. Tive uma péssima avaliação, totalmente sem fundamentos, pois ela não tinha como evidenciar nada do que disse.

Nesses 23 anos, sempre fui bem avaliada por diretores, gerentes e supervisores. Por esta razão, não conseguia entender o assédio moral que vinha sofrendo naquele momento. Peguei feedback com vários gestores e nenhum deles confirmava a ‘péssima’ profissional que eu estava sendo avaliada.

Comecei a ficar doente e apresentar um quadro de depressão. Passei a tomar medicamento, fui afastada temporariamente e, quando retornei ao trabalho, piorei. Eu entrava em desespero ao ver a gerente que me assediava moralmente todos os dias.

Eu chorava muito, brigava com meu marido e minha filha todos os dias, até que em uma conversa com ele, decidimos que eu me desligaria da empresa. Na manhã seguinte, conversei com o meu novo supervisor que sempre me apoiou e defendeu o meu trabalho, e avisei que assim que o Programa de Demissão Voluntária fosse aberto, eu sairia.

No primeiro momento, meu supervisor não queria que eu me desligasse, mas ao acompanhar todo o meu sofrimento concordou. Eu precisava cuidar da saúde, da família e ser feliz, pois eu não merecia passar pelo que estava passando.

Finalmente, em junho de 2018 me desliguei da empresa. Fiquei 6 meses curtindo a minha casa e a minha família, até definir que queria ser empreendedora para poder organizar os meu horários, participar e acompanhar de perto o crescimento da minha filha.

Com o total apoio do meu marido e minha família, estou iniciando nessa nova carreira. Abri a loja online Framboesa for Kids – Roupa e Acessórios Infantis. E tenho certeza que com todo o meu conhecimento nesse mundo corporativo também poderei ser uma excelente empreendedora.”

Você também pode participar desse projeto. Envie para nosso direct do Instagram (@paisefilhosoficial) uma mensagem contando sobre o seu negócio e a sua história como empreendedora. Assim como Daniela, o seu relato também poderá aparecer aqui.

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