Mãe que deu à luz intubada com covid-19 conhece a filha depois de 39 dias

Brenda Keury Vieira, aos 26 anos, teve 80% do pulmão comprometido pelo coronavírus e não pôde vivenciar o parto de Luna Emanuelly. A mãe de primeira viagem descreveu o reencontro para a Pais&Filhos

Resumo da Notícia

  • A cozinheira Brenda Keury Vieira, de 26 anos, teve 80% do pulmão comprometido e foi intubada por conta de um agravamento da covid-19
  • Ela estava grávida, e deu à luz filha enquanto estava intubada
  • Quase 40 dias depois, ela pôde conhecer a pequena Luna Emanuelly
  • Ela contou para a Pais&Filhos como foi o reencontro

Emocionante! Brenda Keury Vieira foi uma dos milhares de brasileiros que foram seriamente afetados pela covid-19. Diagnosticada com o vírus, a cozinheira de 26 anos teve 80% do pulmão comprometido e teve de ser intubada. Sua história é ainda mais angustiante, já que ela estava grávida e teve de dar à luz à filha enquanto estava na intubação.

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O caso aconteceu no Hospital Regional do Baixo Amazonas, em Santarém, no interior da Amazônia. Brenda recebeu a filha dos braços da avó – e contou para a Pais&Filhos os detalhes do evento incrível. “Agora só quero agradecer a Deus porque é muita felicidade. É uma princesa da mamãe. Agora vou me recuperar e cuidar dessa menina”, declarou a mãe de Luna Emanuelly.

Brenda finalmente reencontrou a filha (Foto: Arquivo Pessoal)

Antes de conseguir pegar a filha nos braços, Brenda conseguiu ver a filha por videochamada. A alta da menina foi comemorada no hospital em que ela nasceu com um corredor de palmas feito pelos profissionais de saúde do local.

A alta de Luna foi muito comemorada! (Foto: Arquivo Pessoal)

Brenda teve diagnóstico de covid-19 em junho – e era considerada uma paciente de alto risco. Isso porque, além de grávida de 7 meses, a mãe possui obesidade. Ela chegou a perder líquido amniótico, e preocupou os médicos responsáveis pelo pré-natal.

“Era um caso extremamente grave e, numa reunião entre as equipes médicas, optamos por interromper a gestação. Foi uma das decisões mais difíceis de tomar, pois elas corriam muitos riscos”, explicou a médica intensivista do HRBA, Lívia Corrêa e Castro. “A partir do momento que a Brenda soube que a bebê estava viva, teve ainda mais forças para lutar. É uma verdadeira história de superação”, comentou ainda.

A mãe tinha visto a filha por videochamada (Foto: Arquivo Pessoal)

Luna, por causa do quadro, nasceu com 1,3 kg e prematura de 39 semanas. A bebê chegou a receber ventilação mecânica e passou um tempo na UTI Neonatal. Contudo, a menina não nasceu infectada com a covid-19 – e os sintomas que a afetaram foram por causa do nascimento prematuro.

“Convivemos neste mais de um ano de pandemia com muitas perdas. Para nós, profissionais de saúde, histórias como a da Brenda representam superação. A alta da Luna é a celebração da vida, é a simbologia da vitória dos profissionais de saúde sobre a Covid-19. Temos esperança, existe muita luta ainda, mas conseguiremos vencer essa batalha contra a Covid-19”, ressaltou Hebert Moreschi, diretor da área hospitalar da Pró-Saúde, que atua no Hospital Regional do Baixo Amazonas.