Mãe se arrepende de entregar filho para adoção e busca por bebê desaparecido

Cleiciane Dias Flores é moradora da cidade de Palmares e contou para a UOL que gostaria de ter o menino de volta

Resumo da Notícia

  • Uma suposta adoção ilegal de um bebê e está sendo investigada pela Polícia Civil do Piauí
  • A mãe da criança se arrependeu de entregar o recém-nascido para outra pessoa
  • Cleiciane Dias Flores é moradora da cidade de Palmares

Uma suposta adoção ilegal de um bebê e está sendo investigada pela Polícia Civil do Piauí depois que a mãe da criança se arrependeu de entregar o recém-nascido para outra pessoa. Cleiciane Dias Flores é moradora da cidade de Palmares e contou para a UOL que gostaria de ter o menino de volta.

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O acordo de entrega foi feito no sexto mês de gestação (Foto: Getty Images)

O bebê nasceu no dia 15 de outubro no Hospital Regional Tibério Nunes e foi entregue dois dias depois para uma mulher identificada como Maria Rodrigues de Souza, apresentada para Cleinice por uma vereadora local. De acordo com a mãe, ela comentou que gostaria de entregar a criança e ficou sabendo que Maria gostaria de cuidar do bebê.

O bebê foi entregue em outubro (Foto: Reprodução / UOL)

“Eu comentei com a vereadora que queria doar, colocar no orfanato para doação (sic). Ela falou que tinha prima que queria”, afirma. Cleiciana completa dizendo que isso aconteceu durante o sexto mês de gestação e que ela acreditava não ter condições de criar mais um filho. Além do recém-nascido, a mulher tem outros três filhos pequenos.

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“Eu me arrependi demais e não sabia que era um crime. Se eu soubesse, não entrava nisso”, completa. Cleciane explica que procurou a vereadora depois de ter entregado o filho, mas não teve resposta. A mãe também não conseguiu localizar Maria, que vive em Brasília, no Distrito Federal.

“Eu procurei o Conselho Tutelar de Palmeirais e conversei com Michelly na frente deles. Eu disse que me arrependi e Michelly disse que não tinha nada a ver e que era para procurar a mulher. Depois do Conselho, fui na Delegacia de Nazária, prestei depoimento e registrei o BO [Boletim de Ocorrência]”, relata.